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Residentes de Wome mataram oito pessoas de uma equipa do governo que viajava pelo sudeste do país numa campanha de informação sobre o Ébola

O Governo da Guiné Conacri colocou dois mil jovens em campanha de porta-a-porta para educar as famílias sobre o Ébola. A iniciativa surgiu depois do assassínio brutal de oito pessoas envolvidas na campanha de informação sobre o vírus, como parte de um programa do Governo.

O governo guineense diz que o que aconteceu na vila de Wome na semana passada não pode voltar a acontecer.

Os residentes da vila atacaram uma coluna do governo que viajava pelo sudeste do país numa campanha de informação sobre o Ébola, matando um total de oito pessoas entre técnicos de saúde e jornalistas.

O porta-voz do Governo, Albert Damatang Camara, disse à Voz da América que foram detidas 20 pessoas e que a investigação continua. Ele diz também que estão a ser feitas algumas mudanças na estratégia contra o Ébola.

Segundo Camara “o que aconteceu em Wome é indiscritível e surpreendente”. Ele diz que “estão a reforçar a segurança das equipas de campanha e que as forças de segurança estarão em todas as áreas onde o Ébola está a ser tratado".

O porta-voz do Governo evidenciou que estas forças não vão estar em todo o lado. A missão deles será assegurar a protecção dos técnicos de saúde.

As organizações locais apelam ao Governo que intensifique a campanha contra o Ébola. Igrejas e mesquitas em Conacri juntaram esforços na educação sobre o Ébola, conforme solicitado pelo Governo.
No entanto, a resistência e a hostilidade aos técnicos de saúde mantém-se, em especial no sudeste onde se acredita que o surto tenha surgido em Dezembro.

O Ministério da Juventude está a formar dois mil jovens para envolvê-los numa campanha porta-a-porta a nível nacional a ter início na próxima semana.

Moustapha Naite, ministro da Juventude diz que “estes jovens vão distribuir material que permita às famílias saber como proteger-se do Ébola”. Ele diz que vão reunir “estatísticas sobre o que acontece no terreno para saberem que casas foram visitadas e onde houve resistência e recusa à acção dos voluntários”.

O seu anúncio chega dias depois da Serra Leoa ter concluído uma campanha similar. As autoridades de saúde disseram a campanha de três dias foi um sucesso e que foram visitadas mais de um milhão de casas.

Mas Naite diz que ao contrário da Serra Leoa, a Guiné Conacri não está a obrigar as pessoas a confinar-se às suas casas.

O Ébola já matou mais de 600 pessoas na Guiné e mais de duas mil e 800 por toda a região.

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