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Ex-combatentes angolanos "votados ao abandono e pobreza extrema"

  • Arão Ndipa

Antigos combatentes protestam por atrasos nas pensões, Benguela, Angola

Os ex militares e antigos combatentes revelam que o percurso dos
quinze anos de paz em Angola ainda não se traduziu num ambiente
efectivo de reconciliação e manifestam-se descontentes por estarem
votados ao abandono e na pobreza extrema.

Para falar sobre o assunto ouvimos o coronel na reforma, Tiago Bernardo Tchingui, o secretário de estado dos antigos combatentes e veteranos da pátria, Clemente Kunjuca e o jurista Monteiro Kawewe.

As autoridades angolanas continuam a ser apontadas como sendo
insensíveis e sem propostas convincentes para resolver o passivo do
conflito militar que assolou o pais, durante três décadas.

A paz e a reconciliação nacional entre irmãos desavindos, continua um
projecto por concluir, numa altura em que Angola celebra quinze anos
de paz tão duramente conquistada.

Os militares que se envolveram directamente no processo que permitiu o
resgate da estabilidade política, dizem estar hoje transformados em
autênticos mendigos e sem um mínimo de atenção, por parte da elite
política angolana.

Os acordos assumidos entre a UNITA e o governo angolano nunca mais
foram tidos em consideração, reclamam os nossos entrevistados.

Os ex militares que pertenceram o braço armado da UNITA assim como do
MPLA, são hoje a imagem de um passivo que revela a fragilidade do
processo de reconciliação nacional.

O coronel na reforma, Tiago Bernardo Tchingui, recorda os compromissos
assumidos pelo governo angolano, em 2002, no âmbito do processo de
reconciliação nacional, cuja implementação não tem sido observada de
forma efectiva.

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