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Comandante do avião da LAM provocou intencionalmente o acidente

  • Redacção VOA

Linhas Aéreas de Moçambique

Linhas Aéreas de Moçambique

No momento do acidente, o co-piloto estava fora da cabine e o comandante aproveitou para precipitar o avião intencionalmente, segundo o Instituto de Aviação Civil de Moçambique.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Aviação de Moçambique (INAM) disse em conferência de imprensa ontem, 21, que o relatório preliminar, quase concluído, mostra ter havido o que chamou de "clara intenção" do comandante em provocar o acidente sem, no entanto, explicar a sua conclusão.

“A Comissão de Investigação comprovou que todas as acções observadas nas gravações requerem um conhecimento dos sistemas automáticos do avião, uma vez que toda a descida foi executada em piloto automático ligado. Isto denota uma clara intenção. A razão para todas estas acções é desconhecida e a investigação prossegue”, disse João Abreu.

Os dados do radar revelaram que na posição EXEDU, ponto de relatório obrigatório de informação na região de Gaberone, o avião começou a descer repentinamente do nível do voo normal de cruzeiro de 38 mil pés. O centro de controlo perdeu contactos de radar e voz, daí encetadas buscas eo salvamento que conduziram à localização dos destroços no Parque Nacional de Bwabwata.

“Segundo João Abreu, o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) caiu com o piloto aceso mas afirmou desconhecer as razões que teriam originado esta atitude.

O PCA da INAM disse que minutos antes do acidente, o co-piloto deixou a cabine para os lavabos, tendo permanecido no cockpit apenas o comandante Hermínio dos Santos.

Então, a selectora de altitude foi manualmente actuada três vezes de 38 mil pés para uma altitude de 592 pés abaixo do nível do solo.

Os parâmetros do manípulo dos freios aerodinâmicos indicam que foi accionado para abrir os painéis dos “spoilers (superfícies de resistência aerodinâmica), e mantiveram-se nesta posição até ao fim das gravações dos parâmetros, prova de que a manete foi manualmente comandada.

“Durante estas acções foram audíveis toques de alerta de baixa e alta intensidade bem como repetidas pancadas na porta como solicitação de entrada na cabine”, dando a entender que o co-piloto se deu conta que algo ia mal e queria entrar.

João Abreu disse, no entanto, que as invstigações prosseguem, tentando descobrir todos os promenores do acidente.

A aeronave, do voo TM470, que seguia com destino a Luanda, despenhou na tarde de 29 de Novembro na região norte da Namíbia, no Parque Nacional de Bwabwata, vitimando 33 pessoas, sendo 27 passageiros e seis membros da tripulação.

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