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Cobertura eleitoral em Angola - Comunicação Social pública acusada de fazer campanha

  • Arão Ndipa

Teixeira Cândido do Sindicato dos Jornalistas, Adalberto Costa Jr, da UNITA, Ismael Mateus, jornalista

Teixeira Cândido do Sindicato dos Jornalistas, Adalberto Costa Jr, da UNITA, Ismael Mateus, jornalista

Partidos políticos na oposição e membros da sociedade civil acusam os órgãos de comunicação social públicos como estando a assumir o papel de principais actores do ambiente de pré campanha eleitoral que Angola está a viver.

Para falar sobre o assunto, ouvimos o líder da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto Costa Júnior, o secretário geral dos sindicato dos jornalistas angolanos, Teixeira Cândido, os jornalistas Carlos Gonçalves e Ismael Mateus.

O ambiente pré eleitoral em Angola está a ser marcado com sucessivas denúncias contra o comportamento parcial dos órgãos de comunicação social públicos, acusados principalmente pelos partidos políticos na oposição como tendo sido capturados pelo partido no poder.

O silêncio dos órgãos que regulam a isenção e a imparcialidade dos órgãos de comunicação social em Angola, tem preocupado sobretudo os actores políticos envolvidos no processo eleitoral.

O governo angolano, por sua vez, tem minimizado todas as denúncias que
revelam este comportamento parcial dos órgãos de informação públicos não havendo, por isso, sinais para se alterar este quadro.

A UNITA, principal partido na oposição, ameaçou recorrer às instâncias
internacionais, caso nada seja alterado. Posição idêntica também foi anunciada recentemente pela Convergência Ampla de Salvação de Angola,
que ameaçou fazer recurso à manifestações para beneficiar de tratamento igual.

No princípio desta semana, o sindicato dos jornalistas angolanos condenou, em nota distribuída a comunicação social, a tentativa de expulsão dos jornalistas da Televisão Pública de Angola, no comício do último sábado, realizado pelo partido UNITA, no município de Viana, arredores de Luanda.

O documento do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, assinado pelo seu
secretário-geral, Teixeira Cândido, recorda à sociedade e aos principais actores políticos que “os jornalistas são apenas intermediários no processo de comunicação, e só nesta condição é que devem ser vistos”.

Adalberto Costa Júnior, em declarações a rádio Despertar, considerou
de falsas as acusações que pesam sobre o seu partido, em relação ao
comício do último Sábado.

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