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Cobalt recorre ao tribunal arbitral contra a Sonangol

  • Redacção VOA

Cobalt não pretende fazer investimentos enquanto o litígio continuar

Em causa falta de decisão da empresa angolana para a venda dos activos da Cobalt em Angola

A empresa petrolífera americana Cobalt vai recorrer ao tribunal arbitral contra a Sonangol por considerar que a petrolífera angolana adiou decisões que prejudicaram os seus resultados financeiros e impossibilitou a venda dos activos no país.

"Se a Sonangol não resolver este assunto atempadamente e a nosso contento, vamos avançar com a arbitragem e nessa altura vamos procurar todos os ressarcimentos disponíveis na lei ou em activos", diz a empresa citada pela agência Reuters.

Em causa, está a falta de prorrogação de prazos para a atribuição da licença de exploração em dois blocos de águas profundas, que a Cobalt considera importante para vender os activos.

A Cobalt afirma que os seus esforços para encontrar um comprador para as suas participações de 40 por cento nos Blocos 20 e 21 no alto mar de Angola foram "impactados negativamente pela incerteza do alargamento dos prazos”.

Há muito que a Cobalt tem tentado vender os dois blocos e chegou a um acordo para vender as licenças à Sonangol no valor de 1,75 mil milhão de dólares, mas o mesmo não foi efectivado em virtude de o Governo angolano não ter tomado as decisões a tempo.

Apesar de a Cobalt possuir 40 por cento dos blocos e a Sonangol 30 por cento, a empresa estatal angolana detém os direitos de prorrogar os prazos de exploração para acordos de partilha de produção.

A BP, que também tem 30 por cento no consórcio, recusou-se a comentar a decisão da Cobal, bem como a Sonangol.

A empresa americana garante que "continuará a cumprir as suas obrigações" como operador nos blocos, mas não pretende fazer qualquer investimento em Angola até que a questão seja resolvida.

Anish Kapadia, director administrativo do banco de investimentos Tudor, Pickering, Holt & Co., afirma haver outras empresas relutantes em desenvolver os activos enquanto qualquer arbitragem estiver em andamento.

"Neste ambiente actual, é difícil ver alguém a assumir esse risco", conclui Kapadia.

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