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Clinton: China e o "novo Colonialismo" em Africa


Secretaria de Estado Hillary Clinton em Dar es Salaam, Tanzania.

Secretaria de Estado Hillary Clinton em Dar es Salaam, Tanzania.

Clinton apelou ao “investimento sustentável” que beneficie África

Nesta sua viagem por vários países africanos, a secretária de estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que África deve estar ciente do “novo colonialismo’ com a China a alargar os seus laços no continente. África devia, na opinião de Clinton, centrar-se nos parceiros que contribuem para desenvolver as capacidades locais.

Na entrevista à televisão zambiana, Clinton afirmou que as populações africanas deveriam ter cuidado com um pais (a China) que apenas lidam com as elites africanas. “Não queremos ver um novo colonialismo em África. Quando as pessoas vão a África para fazer investimentos, queremos que os investidores tenham sucesso, mas também queremos que eles façam o bem (a secretária acrescentou ainda que) não queremos que eles minem a boa governação em África.

De recordar que dados de 2009 indicam que a China investiu cerca de 10 biliões de dólares, e o comércio bilateral com países africanos aumentou dramaticamente uma vez que o governo de Pequim procura comprar petróleo e outras matérias-primas para alimentar a sua crescente economia.

Clinton apelou ao “investimento sustentável” que beneficie África recordando “vimos durante o período colonial como foi fácil tirar de África recursos naturais, pagar aos dirigentes e partir.”

E a chefe da diplomacia norte-americana aproveitou para lembrar que os esforços de Washington são no sentido de melhorar a governação política e económica. Frisou então que os países africanos podem aprender como os governos asiáticos podem ajudar ao crescimento económico, mas que esse não era o caso da China. Deu como exemplo as tentativas do governo chinês de controlar o acesso à internet. Acrescentou que outros problemas se irão registar na China relativamente à boa governação.

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