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Cinco activistas angolanos iniciaram greve de fome

  • Coque Mukuta
  • Redacção VOA

Activistas angolanos em tribunal no primeiro dia de julgamento em Luanda. Angola, Nov 16, 2015

Activistas angolanos em tribunal no primeiro dia de julgamento em Luanda. Angola, Nov 16, 2015

Luaty Beirão, Domingos da Cruz, Albano Bingo Bingo, Nélson Dibango e Mbanza Hamza são os primeiros.

O porta-voz dos Serviços Penitenciários de Angola disse em conferência de imprensa na manhã desta sexta-feira no Tribunal Provincial de Luanda que os activistas Luaty Beirão e Domingos da Cruz, não estão em greve de fome.

Menezes Kassoma revelou ter conversado com os detidos ontem à noite no Hospital-Prisão de São Paulo e que nenhum estava em greve de fome.

Entretanto, tanto a esposa de Luaty Beirão, Mónica Almeida, como a de Domingos da Cruz, Esperança Gonga, garantiram à VOA que ambos estão em greve de fome desde ontem.

Além daqueles dois activistas, Albano Bingo Bingo, Nélson Dibango e Mbanza Hamza deram também início à greve de fome na noite de ontem.

Fontes da VOA adiantam que os demais activistas vão falar com os familiares e advogados amanhã, antes de tomar uma decisão definitiva.

“Temos pressa de ser condenados, mesmo sabendo que injustamente", escreveram 14 dos 17 activistas na passada segunda-feira numa carta enviada ao Presidente da República na qual ameaçaram começar uma greve de fome caso todos não fossem ouvidos até hoje pelo tribunal.

A VOA sabe que familiares, amigos e advogados pediram aos activistas para não entrar em greve.

Ontem a esposa de Sedrick de Carvalho disse à VOA que implorou ao marido que não entrasse em greve em nome da filha.

Os advogados manifestam a sua oposição à greve por não considerarem ser boa, neste momento, qualquer pressão sobre o tribunal.

O juiz Januário Domingos José também solicitou à equipa de advogados que apele à calma dos réus, sustentando que o caso não é sumário, mas sim de querela.

Ele lembrou que as audiências são realizadastodos os dias úteis da semana.

Hoje, estava a ser ouvido Osvaldo Caholo, o único militar entre os detidos quando falhou energia no tribunal, obrigando à suspensão do julgamento que vai retomar na próxima segunda-feira.

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