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Cientistas angolanos apontam investimento na agricultura e indústria como saída para a crise

  • Manuel José

Efeitos da crise actual estão em debate na Universidade Agostinho Neto.

Cientistas angolanos debatem nesta terça-feira, 25, e amanhã na faculdade da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, temas ligados à crise económica e financeira e os desafios para o desenvolvimento do país.

O sociólogo Paulo de Carvalho disse entender que, pelo ritmo da crise, a pobreza aumentou e diminuiu a qualidade de vida dos cidadãos.

“As consequências desta crise são o aumento da pobreza e do desemprego, fruto da diminuição do poder de compra dos salários, os preços aumentam na totalidade mas o salário mantém-se nominalmente o mesmo mas o poder real de compra é mais baixo, tudo isto provoca a diminuição da qualidade de vida das pessoas'', sublinhou Carvalho, que recorreu a dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 2014, para dizer que um terço dos cidadãos angolanos é pobre, “número que deve ter aumentado”.

Aquele sociólogo aponta como solução, o investimento em dois sectores chaves: agricultura e indùstria.

Por seu lado, o professor universitário Américo Chivukuvuku considerou que, enquanto se insistir em áreas fora da indústria e da agricultura, os focos de pobreza tendem a aumentar.

''O investimento no sector dos serviços é errado porque apesar da crise não se está a investir em áreas que permitem a diversificação da economia, como a agricultura e a indústria, e enquanto continuar assim a pobreza e as desigualdades sociais vão aumentar'', concluiu Chivukuvuku.

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