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No Uige faltam serviços de saúde de qualidade


Uígw

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Mensalmente, pelo menos, 50 residentes de Uíge deslocam-se à República Democrática do Congo para tratamento médico.

Os residentes que recorrem ao país vizinho disseram à VOA que optam por isso em virtude na sua zona não existirem serviços de saúde de qualidade.

Alberto Mendes levou a sua família a um hospital na Republica Democrática do Congo.

“A minha esposa, por exemplo teve um quisto. Fomos a uma clínica em Luanda e a operação custaria cinco mil dólares. Não tínhamos essas condições, por isso fomos à RDC e conseguimos com novecentos dólares norte-americano,” explicou.

Dona Marta é outra paciente que teve um tumor considerado maligno no cérebro, de acordo com os exames médicos no país. Segundo ela com o pouco dinheiro que teve foi possível ultrapassar a enfermidade na RDC.

“Aqui os médicos diziam-me que quase não teria cura, mas no Congo graças a Deus foi possível e estou bem, mesmo com pouco dinheiro” afirmou.

O secretário para mobilização urbana da UNITA no Uíge, Olavo Castigo, realçou que os cidadãos recorrem ao estrangeiro principalmente por os serviços de saúde não terem qualidade.

“O presidente da república não confia no sistema de saúde do País e o exemplo disso é que quando esteve incomodado foi à Espanha," de Castigo.

A maior parte dos pacientes do Uíge que vão à Republica Democrática do Congo entram pelas fronteiras do Kimbata ou Béu e Kuango, nos municípios de Maquela do Zombo e Quimbele.

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