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Chuvas ameaçam ligações entre Huíla e Benguela

  • Teodoro Albano

Chuvas torrenciais isolam partes da Huíla

Chuvas torrenciais isolam partes da Huíla

Administrador de Quilengues lamenta indiferença do Instituto Nacional de Estradas

Chuvas na Huíla estão a ameaçar as ligações com Benguela e um administrador lamentou a indiferença do Instituto Nacional de Estradas face ao agravamento da situação.

Com efeito as fortes chuvas que se abatem sobre a região podem colocar em causa a manutenção da ponte sobre o rio Chañela, importante na ligação rodoviária entre a província da Huíla e a vizinha província de Benguela e parte do resto do país.

O administrador municipal de Quilengues, Armando Vieira, revelou que o levantamento sobre as necessidades da recuperação da ponte está concluído cabendo às instituições competentes assumirem o resto.

“Lamentamos o facto de não termos até agora recebido nenhuma visita do Instituto Nacional de Estradas de Angola,” disse.

“O que nós soubemos é que em Angola o Instituto Nacional de Estradas é o responsável por este tipo de projectos, mas infelizmente até agora eu como administrador municipal não recebi ninguém do INEA para abordar esta situação,” afirmou.

Com uma população estimada em 123 mil habitantes, Quilengues é o município do noroeste da Huíla que divide fronteira com a circunscrição de Chongoroi na vizinha província de Benguela.

Entretanto e numa altura em que são ainda notáveis as dúvidas sobre a realização de eleições autárquicas em Angola, algumas administrações municipais na Huíla começam apesar de tudo a tentar preparar-se já para este eventual cenário.

A criação de alguns serviços e a tentativa de fazer surgir outros com repercussões directas na vida dos munícipes manifestam estes sinais.

Na circunscrição de Quilengues localizada a 65 quilómetros a noroeste do Lubango, depois dos serviços de emissão do bilhete identidade, as autoridades locais garantem terem criadas as condições para instalação de uma repartição fiscal de finanças.

O administrador municipal de Quilengues, Armando Vieira, vê nas obrigações fiscais dos cidadãos uma das componentes fundamentais na implementação do poder local.
“Vêm aí as autarquias e um dos seus pressupostos são as receitas locais“, disse.

“As receitas locais de Quilengues não são muito significativas, mas a presença da repartição aqui em Quilengues poderá ser um incentivo para as pessoas pagarem os diversos deveres em relação ao fisco”, acrescentou.
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