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Chivukuvuku promete fim de "32 anos de poder não eleito"

  • Alexandre Neto

Abel Chivukuvuku, discursando, em Luanda, no encerramento da Convenção Constitutiva da CASA, a 3 de Abril de 2012

Abel Chivukuvuku, discursando, em Luanda, no encerramento da Convenção Constitutiva da CASA, a 3 de Abril de 2012

CASA encerrou Convenção Constitutiva com apelo à esperança e ao realismo dos angolanos

O presidente da CASA (Convergência Ampla de Salvação de Angola), prometeu em Luanda acabar "pacífica e ordeiramente os 32 anos de poder ininterrupto e nunca eleito" do MPLA.

Abel Chivukuvuku, discursando no final da Convenção Constitutiva do seu partido, disse, ainda que, em resultado das eleições deste ano, Angola terá um governo "patriótico".

Saído recentemente da UNITA para criar uma alternativa de oposição, o líder da CASA classifica o partido como um projeto "amplo, aberto e coletivo", e um projecto praparado "para os desafios da etapa atual e tempos futuros".

Durante a Convenção, os 690 delegados aprovaram vinte princípios com os quais se comprometem realizar o seu projecto, os quais incluerm uma frente contra a corrupção, a instauração duma governação transparente, a redução da pobreza e médio prazo e um estatuto especial para Cabinda

O evento foi marcado pelo entusiasmo dos participantes, que entoaram, repetidamente, palavras de ordem como "Esta é a nossa CASA" e outras que saudaram a entrada no salão de Abel Chivukuvuku.

A Convergência Ampla de Salvação de Angola coloca-se no centro das famílias políticas, esbatendo de alguma maneira as posições extremadas defendidas pelos conhecidos contendores em Angola.

Isso mesmo reafirmou Chivukuvuku, num dos mais aguardados momentos do conclave. O responsável da CASA reafirmou que a organização é contra o revanchismo, é contra o ódio e é contra a vingança, mas deixou a entender que tem na vitória eleitoral uma meta.

"Terminamos este conclave constitutivo da CASA com a certeza inabalável, e ninguém duvide, de que Angola terá, este ano de 2012, um novo Governo", disse, destacando como condição para integrar o seu governo, a cidadania, a competência e a honestidade.

O político chamou atenção dos seus seguidores, para as euforias do momento, sublinhando que "não nos deixemos iludir pela eurofia que a CASA está a criar. Mas, também, ninguém deve sucumbir à frustração e ao desalento nas horas dificeis que também nos esperam".

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