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Angola: Polícia acusa UNITA de criar factos políticos

  • Coque Mukuta

Agentes da polícia angolana tentando acalmar jovens simpatizantes da UNITA (Arquivo)

Agentes da polícia angolana tentando acalmar jovens simpatizantes da UNITA (Arquivo)

Comando da polícia em Luanda considera as denúncias de raptos de elementos da oposição como uma estratégia política do partido do Galo Negro

Os membros da UNITA recentemente raptados por desconhecidos em Luanda e Bengo recusam em comparecer nas esquadras policiais por causa de receios que têm das autoridades.

Entretanto um alto responsável da policia angolana em Luanda disse que o partido da oposição está a criar factos políticos com essas denúncias para alimentar a sua agenda política.

Em comunicado divulgado na tarde desta Quarta-feira o porta-voz do partido do Galo Negro, Alcides Sakala acusou o presidente José Eduardo dos Santos de ser o mandante das perseguições e raptos que acontecem nos últimos dias em Luanda.

Para o Segundo o nº 2 da Polícia Nacional, Comissário-chefe Paulo de Almeida os alegados raptos não passam de factos políticos criados pela UNITA para sustentar as suas reclamações.

Paulo de Almeida diz ainda que a alegada raptada Alice Bengue secretaria comunal da UNITA no Belo Monte rejeita comparecer em esquadra policial para formalizar a queixa.

Segundo uma das vítimas, também ex-militante da tropa clandestina do Galo Negro,
Carlos Aguiar que escapou num alegado rapto na Segunda-feira última – não comparece a polícia por perder a confiança neste órgão.

Ainda assim Paulo de Almeida o segundo comandante da Polícia em Luanda diz que tudo está calmo e que a polícia não fará nada para o esclarecimento da situação, porque nada existe.

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