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Alberto Fernandes justifica decisão com o massacre de Monte Tchota.

O Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas de Cabo Verde apresentou na noite de sexta-feira, 29, a sua demissão do cargo ao Presidente da República, disse à VOA uma fonte militar.

Alberto Fernandes convocou uma conferência de imprensa para as 10:30 locais (15:30) deste sábado (30), no Auditório das Forças Armadas para anunciar publicamente a sua decisão e na qual deverá dar novos detalhes do massacre de Monte Tchota.

Fernandes, que como chefe máximo das FA assume a responsabilidade política e administrativa do ocorrido no dia 25, encontrava-se na altura em Moçambique, onde participava numa reunião das chefias militares da CPLP.

Na madrugada de segunda-feira, 25, o soldado Manuel da Silva Ribeiro, que se encontrava de sentinela, matou oito colegas no destacamento militar de Monte Tchota e três civis que prestavam serviço numa das empresas de comunicação que têm instalações no lugar, sendo um professor universitário cabo-verdiano e dois espanhóis.

Apenas na terça-feira, as Forças Armadas souberam do massacre, tendo o soldado sido detido na quarta-feira, 27.

Ontem, 29, ele foi entregue às Forças Armadas e já foi interrogado, confirmado que motivações pessoais estiveram na origem da sua decisão, como afirmou o Governo no seu primeiro comunicado no dia 26.

Ele vai ser julgado pela justiça militar.

(Em actualização)

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