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"Chama da Unidade pode incendiar Moçambique", diz líder do MDM


Governo lançou a 7 de Abril a Chama da Unidade no âmbito das celebrações dos 40 anos da independência.

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique(MDM) Daviz Simango alertou que a tocha da Chama da Unidade, que percorre Moçambique em celebração dos 40 anos da independência, que se assinalam a 25 de Junho, está a fazer arder o país em vez de o unir.

“Não se pode admitir hoje pegar numa chama e dizer-se aos moçambicanos que isso chama-se unidade, enquanto a mesma chama põe os moçambicanos a arder”, declarou Simango, assegurando que o problema de unidade nacional resolve-se com actos, em alusão ao diálogo e à inclusão política em Moçambique.

Simango, também autarca da Beira, considerou que o divisionismo e a exclusão política gerada pelo Governo e o secretismo do orçamento do percurso da tocha pelos 138 distritos de Moçambique,geram desconfianças, banalizando a intenção da chama.

“Os membros da Frelimo deviam ter vergonha hoje por terem uma chama a ser tratada por camaradas, e até que se vai buscar partidos que nem existem, que nem representatividade numa instituição ou num orgão de Estado ou de eleição tem, e po-los a falar em nome da oposição”, frisou Daviz Simango, insistindo que a chama não passa de um “desperdicio e robalheira de dinheiro do erário público”.

O Governo lançou a 7 de Abril a Chama da Unidade no âmbito das celebrações dos 40 anos da independència de Moçambique, que se assinalam a 25 de Junho , tendo a tocha já percorrido as sete provincias do norte e centro do país.

Durante a passagem hoje do testemunho da chama pela província de Inhambane, a governadora de Sofala Helena Taipo engrandeceu o empenho do Governo na união dos moçambicanos, salientando que o simbolismo da tocha é o esforço da Frelimo de ver o país unido e em paz.

“Estou muito satisfeita pela forma que a tocha percorreu a província de Sofala, foi excelente, tudo indica que os moçambicanos estão unidos e estão cada vez mais preocupados com a manutenção da paz efectiva no país, embora existiram alguns que não queriam que a chama passasse nestas condições, mas conseguimos cumprir com mais um dos interesses do povo”, disse no balanço Helena Taipo.

A chama percorreu desde sábado os 13 distritos de Sofala, tendo sido passado o testemunho hoje à província de Inhambane no rio Save. Preve-se que a tocha chegue à Praça da Independência Nacional, em Maputo, a 25 de Junho.

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