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Cemitérios e morgues de Luanda enfrentam número recorde de mortes

  • Redacção VOA

Banco de Socorros em hospital de Luanda

Banco de Socorros em hospital de Luanda

Faltam caixões e coveiros são instados a trabalhar a dobrar.

Em Luanda, mais de 1100 pessoas foram a enterrar em apenas dois cemitérios na semana passada e há informações que apontam para a existência de outras causas para as mortes que não apenas a febre amarela que assola o país desde Dezembro de 2015.

Uma reportagem do jornal o OPAÍS constatou que só no último sábado foram a enterrar um total de 135 cadáveres nos cemitérios de Camama, Mulemba e do Benfica, na sua maioria crianças.

As autoridades angolanas continuam a denotar incapacidade para enfrentar o aumento exponencial de doenças e de mortes, particularmente em Luanda

O jornal descreve como tendo sido uma semana funesta onde tudo pareceu funcionar em cadeia, a começar pelo caos em que mergulharam os hospitais e as morgues.

Números que podem não reflectir a realidade, porquanto são apenas de alguns cemitérios oficiais sem contar com os números registados nos cemitérios clandestinos.

Há informações que dão conta que até as agências funerárias estão a enfrentar dificuldades para atender a demanda de caixões e há cidadãos que recorrem aos de fabrico artesanal nos diversos mercados informais.

O diário angolano refere que, por força da demanda, os coveiros são orientados a trabalhar a dobrar e muitas vezes com recurso ao pessoal de outros cemitérios.

Enquanto isso o líder da Unita Isaías Samakuva, que na passada semana visitou alguns hospitais da capital, acusou os responsáveis hospitalares de terem impedido que um grupo de jovens doasse sangue ao hospital geral de Luanda.

O novo ministro da Saúde, Luis Sambo, tinha prevista uma visita marcada para esta tarde ao hospital de Kapalanga, no município de Viana, tido como uma região nefrálgica da propagação da febre amarela.

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