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Caso Kamulingue e Cassule: Partidos pedem responsabilização política e criminal das autoridades

  • Coque Mukuta

Kamulingue e Cassule

Kamulingue e Cassule

Um dia após a Procuradoria Geral da República anunciar a prisão de quatro suspeitos no envolvimento e possível homicídio dos activistas Alves Kamulingue e Isaías Cassule, a 27 de Maio de 2012, os partidos políticos angolanos reagem à notícia responsabilizando o governo.


A CASA-CE defende a responsabilização dos executores de Alves Kamolingue e de Isaias Cassule.

Lindo Bernardo Tito, deputado daquela formação politica, acusa também o executivo de ser igualmente responsável pelo assassinato dos dois activistas desaparecidos quando tentavam organizar uma manifestação a favor de ex-militares em Maio do ano passado: “seja quem tiver envolvido, seja de que nível for, seja de que ocupação profissional for devem ser responsabilizados” disse.

Já o deputado da UNITA, Adalberto Costa Júnior, avança que o seu partido vai se pronunciar amanhã sobre a morte dos dois jovens mas condena o facto José Eduardo dos Santos ter supostamente fugido do país, por já conhecer o programa de desresponsabilização dos assassinos: “Sua Excelência fugiu do país, deixando um programa devidamente definido de desresponsabilização é inaceitável, nós vamos aguardar para o pronunciamento formal da UNITA amanhã”f, risou.

Por sua vez, Salvador Freire, presidente da organização não-governamental Mãos Livres e advogado, afirmou continuar à espera de uma comunicação formal da Procuradoria Geral da República como advogado constituído pela família de Isaías Cassule e Alves Kamulingue.

Os jovens do movimento revolucionário, na voz do Adolfo Campos, exigem a destituição do chefe do Executivo angolano José Eduardo dos Santos por ser alegadamente o mandante da morte de Cassule e Kamulingue.

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