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"Caso Ganga" pode ir a tribunal em breve

  • Coque Mukuta

Manuel Hilbert Ganga

Manuel Hilbert Ganga

Juíz já emitiu o despacho de pronúncia, mas a justiça não consegue prender o acusado que trabalha na Guarda Presidencial.

O juiz do "caso Hilberto Ganga", activista da Casa-CE assassinado a 23 de Novembro de 2012 por um elemento da Guarda Presidencial, emitiu o despacho de pronúncia.

O julgamento pode começar dentro da próxima semana de acordo com o advogado da família de Hilberto Ganga, Francisco Miguel “Michel”, que diz não entender como as autoridades que deviam deter o réu ainda não conseguiram fazê-lo, embora esteja identificado e localizado por trabalhar na Guarda Presidencial.

Questionado sobre essa incapacidade das autoridades em executar a ordem do tribunal, o advogado apenas encontra justificação no facto de a DNIC depender do poder executivo. “O tribunal não tem meios de coerção, infelizmente quem tem é a DNIC e a DNIC pertence ao Executivo”, explicou.

Francisco Miguel “Michel”, advogado da família de Ganga, vai mais longe e diz que o Presidente da República tem o dever de entregar o seu segurança aos órgãos de justiça.

A VOA tentou contactar o general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da Republica, para saber a razão de a instituição não entregar o soldado da guarda presidencial, mas não obtivemos qualquer resposta.

Quem já reagiu foi o presidente da Casa-CE Abel Chivukuvuku que hoje se reuniu com a imprensa. Ele lamentou que os órgãos de justiça não possam fazer o seu trabalho.

De recordar que Hilberto Ganga, assassinado a 23 de Novembro de 2013 pela Guarda Presidencial quando afixava cartazes contra o assassinato de Isaías Cassule e Alves Kamulingue, é patrono da Juventude Patriótica de Angola (JPA), braço juvenil da força política da Casa-CE.

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