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"Caso Bashir, um grave precedente", diz pesquisador

  • Alvaro Ludgero Andrade

Omar al-Bashir

Omar al-Bashir

Gustavo Carvalho, do Instituto de Estudos de Segurança, de Pretória, analisa as implicações do caso.

A agenda informativa africana foi marcada no início desta semana pela anunciada detenção do Presidente do Sudão Omar al-Bashir, que se encontrava na África do Sul a participar na cimeira dos Chefes de Estado e de Governos da União Africana. O mandato de captura tinha sido emitido pelo Tribunal Penal Internacional, que acusa Bashir crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio. Entretanto, para surpresa de todos, o Presidente do Sudão regressou na segunda-feira, 15, ao seu país, contra a vontade da justiça sul-africana.

O facto motivou críticas do Tribunal Penal Internacional, das Nações Unidas, de organizações de direitos humanos, da justiça sul-africana e do Departamento de Estado americano.

Com este incidente, a África do Sul e o Sudão poderão enfrentar dificuldades no seu relacionamento, principalmente depois que a imprensa revelou informações de que os 800 solados sul-africanos estacionados na força de paz no Sudão terá sido sequestrados pelo exército sudanês.

O Tribunal Penal Internacional, muito criticado por vários líderes africanos, por alegadamente apenas julgar antigos dirigentes do continente, poderá também vir a ser colocado em causa, enquanto se debate a criação de um Tribunal Penal Africano.

Na edição desta semana de Agenda Africana, da VOA, o pesquisador do Instituto para Estudos de Segurança, com sede em Pretória, África do Sul, aborda estas e outras questões. Acompanhe:

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