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CASA CE vai instaurar processo criminal pela morte de um seu militante

  • Manuel José

UNITA diz que se reserva o direito a convocar novas manifestações e acusa policia de ser instrumento "de um partido"

Os dois principais partidos da oposição angolana condenaram as acções da polícia e do governo no Sábado que impediram a realização de manifestações protestando o desaparecimento dos activistas Isaías Cassule e Alvez Kamulingue e que resultaram na morte de um destacado militante da CASA CE.




A UNITA disse através do seu presidente Isaías Samakuva que se reserva o direito de organizar manifestações sempre que isso for necessário enquanto a CASA CE diz que vai iniciar uma acção criminal contra os responsáveis pela morte do seu militante, Hilberto Ganga.

A CASA não aderiu formalmente às manifestações convocadas para Sábado mas os seus militantes estavam envolvidos numa campanha de colagem de cartazes protestando contra a morte dos seus militantes.

Ganga foi morto por uma unidade da Guarda Presidencial. A polícia acusa os militantes da CASA CE de terem violado o perímetro de segurança da presidência mas isso ´negado pelos companheiros de ganga que acusam aquela guarda de ter morto o militante a sangue frio.

Abel Chivukuvuku

Abel Chivukuvuku

“A CASA CE em concertação com os familiares do malogrado vai imediatamente accionar procedimentos legais e judiciais junto da Procuradoria Geral da República,” disse em conferência de imprensa o presidente da CASA CE Abel Chivukuvuku.

O líder da CASA CE diz estar instalado “um clima de terror” em alguns bairros de Luanda e no Sumbe. Nesta cidade agentes da segurança do estado estarão a “perseguir, ameaçar e intimidar” os militantes da ala da juventude do partido.

Já o presidente da UNITA disse que o direito á constituição está “consagrado na constituição”.

“Sempre que fôr necessário, sempre que nós acharmos que é a única forma que temos de exprimir a nossa voz, exprimir atmabem a voz do povo, vamos faze-lo,” disse Samakuva que reiterou que a UNITA não tem qualquer intensão de voltar á guerra como alegado pelas autoridades.

“Como é que estão constantemente a falar da guerra?,” interrogou.

Isaías Samakuva

Isaías Samakuva

“Dá-nos a impressão que não vivem sem guerra, que nadam á procura de uma guerra,” disse o dirigente da UNITA para quem se o governo quer a guerra terá que “faze-la sozinho”.

O líder da UNITA acusou ainda a polícia de ter actuaod no passado Sábado “como uma força partidária que cumpre e satisfaz os interesses e os desejos de um partido e naõ como polícia republicana que cumpre a lei e só a lei”.

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