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Forças politicas renovam a exigência da libertação dos 15 jovens detidos

  • Armando Chicoca

Ricardo Tuyula, da Unita

Ricardo Tuyula, da Unita

O Secretario Executivo Provincial do Namibe da CASA-CE, Sampaio Mucanda, em mensagem direccionada à Procuradoria Geral da República, exige a libertação imediata dos 15 jovens detidos, alegadamente por prepararem um golpe de estado.

“Por mais que os membros do governo procurem se escapulir do termo «presos políticos», estes jovens são mesmo presos políticos. Nós, CASA-CE-Namibe, queremos que governo que ponha em liberdade estes jovens presos, porque não arquitectaram nenhum golpe de estado”, disse o político.

Ler o livro de um filósofo com o título: “ditadura á Democracia”, ter um computador e telefone não significa planear um golpe de estado, defendeu Mucanda.

Mucanda disse ainda que "se quem nos devia proteger é o mesmo que nos amedronta, é o mesmo que nos põe preso, é o mesmo que nos persegue, é o mesmo que nos intimida, aquém poderemos recorrer?"

O primeiro Secretário Municipal do Namibe do MPLA, João Guerra, igualmente Administrador Municipal, disse que os jornalistas estão a confundir as pessoas e aconselhou os profissionais de órgãos privados a não pôr lume na fogueira.

“São assuntos de justiça e nos assuntos de justiça, senhor jornalista, não me meto. E é triste, quando a gente também sente, vocês jornalistas a quererem confundir as pessoas. Não façam isso, na confundam as pessoas, deixem que a justiça trate disso, não ponham lume aonde não existe lenha."

O dirigente da Unita no Namibe, Ricardo Ekupa de Noé Tuyula, disse que o país caminha para o precipício. A prisão dos 15 jovens activistas sociais traduz-se num caos governamental.

“Os 15 jovens foram presos por razões políticas, não lhes foi achado nenhuma arma de guerra. Quando o computador, o livro e a impressora, em Angola são confundidos com armas de guerra para o golpe de estado, então estamos perante um caos governamental”, reiterou Tuyula.

Além de políticos, muitos sectores e personalidades angolanas exigem a libertação dos 15 jovens.

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