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CASA-CE critica situação em Cabinda

  • José Manuel

Apoiantes da FLEC, em Cabinda (Arquivo)

Apoiantes da FLEC, em Cabinda (Arquivo)

Partido da oposição critica julgamento de activistas políticos e autoridades tradicionais sob alegação de atentarem contra a segurança do Estado na provincia independentista de Angola

A situação política e militar de Cabinda continua preocupante não obstante o controlo militar das forças governamentais sobre a extensão do território, informou o Secretariado Provincial da Casa – CE.

Para representação provincial do partido da oposição, o enclave continua a viver o espectro de guerra, insegurança e de crescente clima de intolerância política.

No seu memorando tornado publico a Casa- CE, deplora a existência de presos políticos, e autoridades tradicionais, condenados pelos tribunais por crimes contra a segurança do estado.

A CASA-CE denuncia o clima de intimidações e diz no seu documento que o seu vice-presidente para a bancada parlamentar, Lindo Bernardo Tito foi impedido de visitar os reclusos na unidade penitenciária do Yabi.

Denunciam igualmente a existência de políticas de exclusão no acesso aos cargos públicos, politização das autoridades tradicionais para actividades partidárias e deplorou a tentativa de assassinato contra o secretário provincial da UNITA ocorrido recentemente na cidade de cabinda.

A Convergência ampla para a Salvação de Angola coligação Eleitoral, regista com preocupação a actual situação económica e social da província, onde segundo aquela formação política, os níveis de pobreza são bastante elevados.

Em todos os municípios, não há água, luz eléctrica e saneamento básico. O regime especial aduaneiro aprovado para cabinda não trouxe efeitos positivos a julgar pelos custos elevados dos produtos de consumo.

A falta do Porto de águas profundas segundo a CASA-CE faz com que Cabinda dependa economicamente dos vizinhos Congos.

A CASA-CE propõe uma visão política que possa atender aos anseios da população de Cabinda e convida o partido no poder a abster-se da monopolização do debate sobre a questão de Cabinda e reitera os apelos para a pacificação da região.

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