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PAICV dividido com dois candidatos às presidenciais

  • Eugénio Teixeira

PAICV dividido com dois candidatos às presidenciais

PAICV dividido com dois candidatos às presidenciais

José Maria Neves disse que alguns dirigentes estão a apoiar Lima, só pelo facto de não terem conseguido "tachos"

Disputa partidária

Em Cabo Verde as eleições presidenciais ameaçam dividir o PAICV. Marcadas para 7 de Agosto, as candidaturas estão a criar anticorpos no seio do PAICV - partido que renovou a maioria parlamentar e governativa nas legislativas realizadas a 6 de Fevereiro.
A divisão no seio do PAICV é evidente: de um lado está a direcção e militantes que apoiam a candidatura do antigo ministro das Infra-estruturas e Transportes, Manuel Inocêncio Sousa; do outro estão alguns dirigentes e militantes que apoiam a candidatura do antigo presidente da Assembleia Nacional, Aristides Raimundo Lima.
Daniel Medina

Daniel Medina

A crise que está a dividir o partido, começa com a escolha do antigo ministro e homem próximo do primeiro-ministro como o candidato apoiado oficialmente pelo PAICV, após a votação dos membros do conselho nacional. Esta decisão não agradou a alguns dirigentes e militantes do partido no poder, por entenderem que a escolha devia recair no antigo presidente da Assembleia Nacional,personalidade que na óptica dos descontentes, reunia melhores requisitos para concorrer a cadeira do “Palácio do Plateau”.
Com o apoio declarado pelo conselho nacional do PAICV à candidatura de Manuel Inocêncio Sousa, Aristides Lima que ficou atrás de David Almada na votação desse órgão partidário, decidiu então avançar como independente, arrastando consigo alguns dirigentes e militantes, o que foi prontamente criticado pelo presidente do Partido da Independência e primeiro-ministro.
José Maria Neves considera que na politica a decisão da maioria deve ser respeitada, criticando Aristides Lima de falta de ética ao não acatar a decisão do conselho nacional, quando na qualidade de militante tinha aceite as regras para a escolha do candidato presidencial.Lima defendeu-se,afirmando que foi apenas pedir apoio e não autorização, já que as presidenciais são apartidárias e concorridas pelos cidadãos.
As críticas do presidente do PAICV e primeiro-ministro subiram de tom há bem poucos dias, quando José Maria Neves, numa entrevista a um programa de rádio da comunidade cabo-verdiana em Brockton,nos EUA, acusou a candidatura de Aristides Lima e os seus apoiantes de estarem a fazer
uma campanha para enfraquecer o partido e de ódio contra a sua pessoa.
Sem especificar nomes, José Maria Neves disse que alguns dirigentes estão a apoiar Lima, só pelo facto de não terem conseguido "tachos" no Governo, após a vitória nas legislativas.
Estando o PAICV no poder, muitos perguntam se a guerra aberta e troca de farpas no interior desse partido, não terá influência negativa na governação do país. Sobre isso, a VOA registou a opinião do analista político, Daniel Medina, que comenta:"Apesar do mal-estar e de um clima aparente de divisão interna no seio do PAICV, Daniel Medina não acredita que isso venha a ter influência
negativa na governação do país depois das eleições presidenciais".
A pré campanha para as presidenciais de 7 de Agosto, prossegue com acções intensas dos candidatos dentro do arquipélago e nas comunidades emigradas, estando o PAICV mergulhado num clima de divisão interna,devido à existência de duas candidaturas de personalidades dessa família partidária.Falamos de Manuel Inocêncio, que conta com o apoio oficial do partido no poder e de Aristides Lima, que concorre sem apoio partidário, mas que arrasta consigo muitos dirigentes e militantes.
Os outros dois candidatos são Jorge Carlos Fonseca que conta com o apoio do maior partido da oposição o MPD e Joaquim Jaime Monteiro, sem apoio partidário.

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