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Campanha eleitoral moçambicana arranca em clima de tensão

  • Simião Pongoane

Presidente Armando Guebuza

Presidente Armando Guebuza

A Renamo, principal partido da oposição no Parlamento, está a boicotar as eleições exigindo paridade numérica na Comissão Nacional de Eleições.

Começou em Moçambique a campanha eleitoral em 53 cidades e vilas municipais para presidências e assembleias locais.
Catorze partidos políticos e cinco organizações da sociedade civil participam nestas eleições. O segundo maior partido moçambicano, Renamo, decidiu boicotar o escrutínio queixando-se de falta de imparcialidade da Comissão Nacional de Eleições.

A votação está marcada para 20 deste mês pelo que a campanha eleitoral vai durar 13 dias.Nesta corrida, a Frelimo e o MDM são os principais actores.

Os dois partidos concorrem em todos os municípios e dizem que a campanha eleitoral deve ser um verdadeiro momento de festa.

Abel Henriques de Albuquerque, candidato da Frelimo em Quelimane, e Manuel de Araújo, do Movimento Democrático de Moçambique, que concorre à sua própria sucessão na cidade de Quelimane, província da Zambézia.

A Renamo, principal partido da oposição no Parlamento, está a boicotar as eleições exigindo paridade numérica na Comissão Nacional de Eleições e tem estado a lançar ataques armados.

Mas o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, Sheik Abdul Carimo, considera que ainda não há sinais suficientes de previsão do adiamento de votação no dia 20, apesar dos ataques armados.

Esta é a segunda vez em que a Renamo boicota as eleições municipais desde a introdução destas eleições em Moçambique. A primeira foi em 1998, em que deixou a Frelimo sózinha na corrida, com os mesmos argumentos de alegada falta de transparência na lei eleitoral. Mas desta feita estão 14 partidos políticos e cinco organizações da sociedade civil na corrida eleitoral.

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