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Camarão moçambicano pode regressar aos Estados Unidos

  • Simião Pongoane

O camarão já foi considerado o "petróleo" de Moçambique, mas neste momento representa entre 20 e 30 por cento do total das receitas.

Moçambique poderá retomar no próximo ano a exportação de camarão para Estados Unidos , interrompida há cerca de cinco anos.
O país está empenhado na criação de condições que incluem a aquisição de equipamento especial capaz de separar o camarão da tartaruga marinha durante a pesca.

Os Estados Unidos exigem a protecção da tartaruga marinha e evitam consumir qualquer marisco que no processo de pesca seja capturado tartaruga.
Os barcos moçambicanos envolvidos na pesca do camarão não têm dispositivo que separe o marisco da tartaruga, mas já está em curso o processo de aquisição do equipamento.

Entretanto, o ministro das pescas, Victor Borges, diz que a pesca do camarão tem estado a baixar nos últimos dois anos.
O camarão já foi considerado o petróleo de Moçambique, quando as exportações do país eram dominadas por este tipo de marisco, mas neste momento representam entre 20 e 30 por cento do total das receitas.

Segundo o ministro das pescas há outros produtos marinhos que têm estado a entrar na lista das exportações.
Víctor Borges falou de Capenta, um tipo de pescado apanhado no rio Zambeze, sobretudo em Tete, caranguejo e lulas.

O ministro das pescas reconhece que o camarão moçambicano é muito apreciado no estrangeiro pelo que o país está a tentar resolver os problemas que impedem a exportação deste marisco para Estados Unidos, já que para Europa, Ásia e África as restrições foram ultrapassadas.
Camarão à parte, Moçambique prepara-se para desenvolver a pesca de atum, sendo que está em curso a compra de 30 embarcações para o efeito avaliadas em 300 milhões de euros. É um negócio que envolve uma empresa privada de capitais moçambicanos e o estado.
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