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Novo Governo de Cabo Verde gera altas expectativas

  • Eugénio Teixeira

Ulisses Correia e Silva

Ulisses Correia e Silva

Relançamento da economia e criação de empregos definem o desafio de Ulisses Correia e Silva.

Depois da vitória nas eleições legislativas de 20 de Março em que obteve a maioria absoluta, o presidente do Movimento para a Democracia (Mpd) e futuro primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, está a ultimar os preparativos para formar o seu Governo.

Correia e Silva promete apresentar um Governo com menos ministérios, por forma a reduzir custos de funcionamento.

O futuro homem forte do Palácio da Várzea disse que com essa medida vai-se poupar dinheiro para compensar alguma perda de receita devido à isenção de certas taxas e redução de impostos a ser implementada.

Para o analista político Pedro Moreira, o emagrecimento da estrutura do Governo deverá ser acompanhada de outras medidas, nomeadamente, o reforço do papel das direções gerais e outros serviços do Estado.

Moreira entende que com o funcionamento eficaz dos diferentes departamentos públicos, o país pode perfeitamente ser gerido por um Governo com menos ministérios.

Também o professor universitário Daniel Medina considera que a medida da redução dos ministérios é positiva.

Medina afirma que se pode perfeitamente fundir ministérios como educação e ensino superior, relações exteriores e comunidades, saúde e assuntos sociais, entre outros exemplos.

No que se refere à promessa da criação de 45 mil postos de trabalho em cinco anos, Pedro Moreira espera que o Governo liderado por Ulisses Correia e Silva cumpra o prometido, já que a expectativa dos cidadãos é grande.

Tendo em conta que apresentou um programa com compromissos, o analista acredita que o MpD partiu com dados concretos, agora, diz Moreira, deve-se aguardar pela aprovação do Orçamento de Estado para se fazer outras leituras.

Medina não está muito convencido do cumprimento da promessa da criação de tantos postos de trabalho numa legislatura, quando ainda persistem muitas dificuldades, nomeadamente a alta taxa da dívida publica, a redução da ajuda para o desenvolvimento e outras formas de financiamento.

Aquele analista fala da necessidade do futuro Governo criar com alguma urgência, mecanismos que permitam dar algum fôlego à economia, abrindo caminho para que as empresas possam produzir e absorver mão-de-obra.

Os responsáveis das Câmaras de Comércio de Sotavento e Barlavento esperam que o próximo Governo cumpra o que prometeu, sobretudo na área económica, já que o país precisa melhorar o ambiente de negócios.

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