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Cabo Verde e Guiné-Bissau em pólos opostos do Índice de Percepção da Corrupção 2013

  • Alvaro Ludgero Andrade

Transparência Internacional

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Angola, na 153a. posição e Moçambique, no 119o. lugar, continuam na metade inferior do Índice

O Índice de Percepção da Corrupção 2013 lançado hoje a nível mundial pela Transparência Internacional revela que Cabo Verde é país africano de expressão portuguesa melhor colocado, na 41ª posição, ultrapassado apenas pelo Botswana a nível da África Subsaariana, enquanto a Guiné-Bissau é o pior colocado, na 163a. posição.


Angola ocupa o lugar 153, Moçambique fica na 119ª. posição e São Tomé e Príncipe mantém o mesmo lugar de 2012 (71)

Apesar de ser o único país africano de língua portuguesa a ganhar um ponto, o que lhe permitiu passar da 157a. para a 153a. posição, Angola continua no último quarto da lista de 177 países analisados pela Transparência Internacional.

Enquanto o Governo não reage, Salvador Freire da organização não-governamental angolana Mãos Livres considera que nada mudou em relação a 2012 e diz que apenas uma mudança por parte do Governo pode melhorar a situação no país.

Apesar de ter perdido um ponto este ano, Moçambique subiu quatro pontos no índice, do lugar 123 para a 119a. posição.

Em declarações à Voz da América, a Directora para África da Transparência Internacional Chantal Uwimana justifica a baixa classificação de Angola e Moçambique com a inexistência de instituições fortes de controlo e a falta de participação dos cidadãos na vida pública do país.

Aquela responsável chama a atenção para a dispersão dos países lusófonos em África, com Guiné-Bissau a ocupar o lugar 163 e Cabo Verde na 41a posição.

Zelinda Cohen, presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania de Cabo Verde, congratula-se com a posição do seu país mas alerta para a necessidade de mais instrumentos de controle.

Portugal é o país lusófono melhor colocado, na 33ª posição, enquanto Brasil manteve a o lugar 72.
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