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Cabo Verde e EUA definem parceria de combate à lavagem de capitais e tráfico de drogas

  • Alvaro Ludgero Andrade

Bisa Williams e Jorge Tolentino em Washington

Bisa Williams e Jorge Tolentino em Washington

Washington disponibiliza dois milhões para combate à lavagem de capitais e tráfico de drogas.

Os Estados Unidos colocaram Cabo Verde no selecto grupo de quatro países da África Ocidental denominado “Ancor States”. O arquipélago lusófono junta-se assim a Nigéria, Senegal e Gana como país com capacidade legal e política para servir de entreposto regional de conhecimentos técnicos. Com este reconhecimento, Washington oferece dois milhões de dólares a Cabo Verde para combater a lavagem de capitais e tráfico de drogas.

Os Diálogos de Parceria terminaram na noite desta terça-feira em Washington sete anos depois de os Estados Unidos e Cabo Verde terem começado um processo de descoberta de novos patamares de cooperação, com especial enfoque na segurança, combate à lavagem de capitais e luta contra o tráfico de drogas.

Agora, o arquipélago foi integrado no selecto grupo dos chamados Ancor States, que, tal como Nigéria, Gana e Senegal, possui capacidade legal e política para servir de entreposto regional de conhecimentos técnicos.

Bisa Williams, secretária assistente para Assuntos Africanos, justificou a elevação de Cabo Verde a esse patamar com "o valor da sua democracia, crescimento económico e o rela cionamento com os Estados Unidos desde o século 18".

Para o ministro cabo-verdiano das Relações Exteriores, este reconhecimento vai além dos dois milhões de dólares para ajudar o seu país a combater o branqueamento de capitais e o tráfico de droga.

"É um novo patamar, mais substancial que irá abarcar uma pluralidade de outras áreas, não apenas a segurança marítima, mas questões de defesa e segurança no seu sentido mais global, incluindo sectores nobres como cibersegurança, e áreas do dominio social e educação, bem como da área economia, visando o fortalecendo do nosso sector privado", defendeu Jorge Tolentino.

No início da reunião, o governante cabo-verdiano lançou para o debate as novas perspectivas de cooperação no campo da segurança, os formatos que essa cooperação deve assumir e os mecanismos de seguimento e implementação dos projectos definidos na reunião de ontem.

O chefe da diplomacia cabo-verdiana pediu ainda o regresso de elementos do Corpo da Paz a Cabo Verde para cooperar no sector da educação.

Veja a reacção do ministro Jorge Tolentino:

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