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Cabo Verde comemora 38 anos de independência

  • Eugénio Teixeira

Actualmente o país é visto como um exemplo em África devido ao seu sistema democrático e alternância pacífica de poder.

Cabo Verde comemora hoje o 38º aniversário da independência. Nessa caminhada de trinta e oito anos, afirmou à VOA o jornalista e professor António Silva Roque pode dizer-se que valeu a pena o arquipélago ter proclamado a independência, já que Cabo Verde hoje tem um rosto diferente depois de ganhos consideráveis em vários sectores.
O nosso entrevistado diz que é inegável que após 5 de Julho de 1975, Cabo Verde fez um percurso invejável, criando infra-estruturas básicas como estradas, portos, aeroportos, escolas e estruturas sanitárias nos diferentes pontos das nove ilhas habitadas.

Recordando o que era o arquipélago antes de 1975, Silva Roque afirma que hoje o nível de vida dos cabo-verdianos é superior, apesar das dificuldades normais de um país insular.

Apesar dos inegáveis ganhos conseguidos durante os 38 anos como país independente e democrático, António Silva Roque entende que agora a sociedade civil e a classe política devem ter uma visão e pensamento de futuro, pensando sempre nos superiores interesses da nação.

Embora tenha nascido depois de 5 de Julho de 1975, a cidadã Gilmira Cardoso considera que Cabo Verde e os seus filhos só se podem orgulhar dos 38 anos independentes.

Hoje o país é visto como um grande exemplo em África, devido a bons índices de desenvolvimento, sistema democrático com convivência e alternância pacífica de poder e estabilidade social, afirmou a entrevistada da Voz da América.

Independentemente das ideologias e posição de cada um, o analista político Daniel Medina garante que a proclamação da independência constituiu um grande marco para o arquipélago cabo-verdiano.

Como aspecto menos positivo ao longo desses 38 anos, Medina aponta alguns desencontros na vigência do partido único e também em plena época democrática sobretudo no seio da classe política.

Depois dos ganhos que o país conseguiu ao longo desses anos, agora segundo Daniel Medina, o pensamento deve centrar-se no futuro, já que as exigências são muitas, mormente no momento em que o mundo atravessa uma grave crise económica.

Para assinalar o 38º aniversário da independência nacional, realizou-se uma sessão especial da assembleia nacional, momento aproveitado pelos actores políticos para apelarem a maior coesão e conjugação de esforços de todos, visando a melhoria da situação económica do país, com reflexos positivos na vida dos cidadãos.
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