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Cabo Verde: Presidente apoia funcionários públicos contra o governo

  • Eugénio Teixeira

Jorge Carlos Fonseca, presidente da República de Cabo Verde, durante a campanha eleitoral (Foto de Arquivo)

Jorge Carlos Fonseca, presidente da República de Cabo Verde, durante a campanha eleitoral (Foto de Arquivo)

Para Jorge Carlos Fonseca,o povo deve merecer sempre a atenção dos poderes públicos

No regresso de uma visita ao Brasil,o presidente cabo-verdiano,Jorge Carlos Fonseca, disse à imprensa que os trabalhadores do arquipélago não devem ser penalizados,numa clara alusão à não atribuição do aumento salarial para o próximo ano, anunciado pelo governo.

O Chefe de Estado cabo-verdiano que garantiu pretender trabalhar em estreita colaboração com executivo de base partidária diferente, cumpre também outra promessa:a de fiscalizar e defender sempre os interesses das populações. É que para Jorge Carlos Fonseca,o povo deve merecer sempre a atenção dos poderes públicos.

"Mesmo num ambiente de crise é importante que não haja políticas que, pelo menos, atenuem os efeitos da deterioração dos salários, do poder de compra dos trabalhadores cabo-verdianos", sublinhou o presidente Jorge Carlos Fonseca.

No momento em que se discute o orçamento do Estado para 2012 - que não contempla um aumento salarial para os trabalhadores da administração pública, o Presidente da República saiu em defesa dos trabalhadores:"Mesmo num ambiente de crise é importante que não haja políticas que, pelo menos, atenuem os efeitos da deterioração dos salários, do poder de compra dos trabalhadores cabo-verdianos", sublinhou o presidente Jorge Carlos Fonseca.

Jorge Carlos Fonseca fez esse pronunciamento após regressar do Brasil,onde manteve contactos com a presidente Dilma Rusself,a quem convidou para visitar Cabo Verde, visita essa que deverá ocorrer no primeiro trimestre do próximo ano.

E sobre a questão do aumento salarial reivindicado pelas duas centrais sindicais - a CCSL e a UNTCS - que recusaram rubricar o acordo na última reunião de concertação social,o governo justifica que a situação actual não permite que se faça o ajuste de salários, mas promete implementar o novo plano de carreira e salários na função pública,instrumento que, na óptica do executivo, irá trazer melhorias salariais.No entanto, os sindicatos preferem esperar por informações
detalhadas sobre o documento, para tomarem uma posição oficial.

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