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FLEC-FAC Propõe Novas Conversações com Luanda


FLEC-FAC Propõe Novas Conversações com Luanda

FLEC-FAC Propõe Novas Conversações com Luanda

Tatai reitera uma proposta já feita este Verão

A FLEC-FAC de Alexandre Tati propôs conversações credíveis com o governo de Angola. Na semana passada, discursando durante a sessão de abertura da Assembleia Nacional, o presidente José Eduardo dos Santos admitiu a existência de um problema de segurança em Cabinda, ainda que o tenha atrubuído a interferências estrangeiras. A facção de Alexandre Tati considera que este passo, sendo positivo, é o primeiro de um longo percurso.

Numa entrevista à VOA Alexandre Tati considera chegada a altura de um processo credível de negociação entre o governo de Angola e a comunidade cabindesa.

Depois de elogiar que os dirigentes angolanos tenham demonstrado “a coragem de reconhecer a existência do conflito em Cabinda e o insucesso do memorando de entendimento assinado com o Bento Bembe”, Tati pediu passos concretos. “Temos que estudar a organização de negociações francas, abertas, credíveis e transparentes”.

Salientou que “o problema é político e requer um quadro político”, Tati reitera uma proposta já feita este verão para que, nas negociações, participem representantes de todas as forças vivas de Cabinda, incluindo facções políticas, sociedade civil e igrejas.

Dessa proposta inicial chegaram a resultar contactos não oficiais, confirmados à VOA pela FLEC e pelo secretário de Estado angolano para os Direitos Humanos, António Bento Bembe.

Mas os contactos foram infrutíferos em parte, afirma Alexandra Tati, porque o governo angolano enviou representantes militares e “não se pode enviar militares para discutir connosco e muitas vezes utilizarem métodos de intimidação e de imposição”.

Alexandre Tati diz que vai ser pedida assistência a países estrangeiros para ajudar a organizar um encontro alargado dos cabindeses, para a definição de uma posição negocial unificada.

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