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"Cabinda tem de ser uma questão nacional", defende Frente Consensual Cabindesa

  • Alvaro Ludgero Andrade

Belchior Lanzo Tati, secretário-geral da Frente Consensual Cabindesa

Belchior Lanzo Tati, secretário-geral da Frente Consensual Cabindesa

Belchior Tati desafia partidos políticos no Parlamento a promoverem debates e conferências sobre Cabinda.

A questão de Cabinda deve deixar de ser dos cabindenses para se transformar numa caso nacional, defendeu o secretário-geral da Frente Consensual Cabindesa (FCC).

Em entrevista à VOA aqui em Washington, Belchior Lanzo Tati desafiou os partidos políticos com assento parlamentar a provocar debates na Assembleia Nacional sobre Cabinda e diz-se ter ficado motivado com a posição do antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano sobre o direito à autodeterminação do povo saharaui.

“O povo angolano e os partidos políticos devem ter algo a dizer sobre Cabinda, queremos que a sociedade civil organizada sinta os problemas de Cabinda”, disse Tati que pediu “aos partidos políticos com assento parlamentar que agendem um debate ou uma conferência a nível nacional”, sobre o tema.

Benchior Tati afirmou que a sua organização ficou motivada com a recente posição manifestada pelo antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano sobre o direito à autodeterminação do povo saharaui.

Tati acredita que esta posição pode ser um impulso para o caso de Cabinda “porque vai facilitar o reconhecimento da nossa luta”.

Apesar de várias organizações continuarem a lutar pela independência ou autonomia de Cabinda, ao contrário de outros lugares, Cabinda ainda não chegou às Nações Unidas.

Este é o desafio da FCC a médio prazo, “mas o processo só poderá avançar depois de concluirmos esta etapa de inclusão de todos que lutam por Cabinda e conseguir uma plataforma comum de entendimento”.

Nos Estados Unidos, Belchior Tati procurou lançar bases para a criação de representações, nomeadamente aqui e Washington.

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