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Bento Bembe Interpreta Eduardo dos Santos


Bento Bembe Interpreta Eduardo dos Santos

Bento Bembe Interpreta Eduardo dos Santos

“Não existe nenhuma ameaça no enclave!"

Bento Bembe diz que não vai haver um novo entendimento sobre Cabinda, mas deixa subentendido que a porta está aberta para o diálogo. Bembe interpreta as declarações feitas sobre Cabinda por José Eduardo dos Santos e afirma que algumas pessoas estão a interpretar de maneira errada as palavras proferidas pelo presidente da República. Desde Luanda, o Alexandre Neto entrevistou em exclusivo Bento Bembe, que não cita quem andará, alegadamente, a desvirtuar o pensamento do presidente angolano.O Secretário de Estado dos Direitos Humanos não diz quem são estas pessoas embora se refira genericamente a analistas e figuras que se têm pronunciado sobre o assunto.
Bento Bembe, cuja Secretaria promove uma Conferência com Organizações da Sociedade Civil que trabalham no domínio dos direitos humanos, mostrou-se inquietado com tais pronunciamentos tendentes, segundo sublinhou a desvirtuar o sentido das palavras do chefe do Executivo.<!--IMAGE--<

Essencialmente, o Secretário de Estado procurou assegurar que não haveria mais conversações que levem a um qualquer Entendimento futuro validado que continua aquele que foi rubricado no Namíbe à 31 de Outubro de 2006.
Ainda assim Bento Bembe admitiu que no quadro da abertura ao diálogo permanente, outras vozes possam ser incluídas no processo de paz já em curso. Mas assinala uma interpretação própria sobre o que são efectivamente conversações!
Sobre a situação militar o responsável é categórico. “Não existe nenhuma ameaça no enclave. O problema vem dos países vizinhos o que precisa de ser acautelado”. Este foi o sentido do discurso de Eduardo dos Santos, referiu.
Observadores contactados em Luanda dizem serem compreensíveis as inquietações do governante numa altura em que o Memorando de que é signatário Bento Bembe por si só não produziu os efeitos desejados.
Sobre as suscitadas discordâncias para o diálogo o nosso entrevistado é de opinião que a situação no terreno ditou a que o diálogo fosse a melhor saída.
Avelino Miguel é jornalista sénior e comenta habitualmente sobre questões políticas.

No discurso da sexta-feira passada, na Assembleia nacional, José Eduardo dos Santos afirmou que “o apoio externo a forças que ainda procuram desestabilizar o clima de paz existente, acontece em especial na província de Cabinda, e prejudica os esforços que o Executivo continua a fazer” para estabilizar a província.
O presidente atribuiu a “influências externas”, sem as especificar, as dificuldades na concretização, citamos de novo, das “tarefas inacabadas do memorando de entendimento para a paz que levem a bom porto a cessação das hostilidades nesta parcela do território nacional”.
Na sequência destas declarações a FLEC elogiou a posição do presidente angolano de reconhecer que ainda há problemas de segurança em Cabinda e propôs negociações com Luanda.


Entretanto, o Forum Cabindês para o diálogo tornou pública uma declaração política onde afirma que, 4 anos após a assinatura do memorando de entendimento para a paz em Cabinda, a vida da população não melhorou e que no interior da província as condições de segurança deterioram a cada dia que passa.





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