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Cabinda: Trabalhadores da saúde em pé de guerra com o governo

  • José Manuel

Serviços de Urgência do Hospital de Cabinda

Serviços de Urgência do Hospital de Cabinda

Os técnicos de saúde, no 3º dia de greve, vestiram-se de preto para manifestarem o seu descontentamento.

Os trabalhadores da saúde, em Cabinda, estão revoltados com o governo provincial e prometem levar por diante a greve durante o tempo que for necessário.

No terceiro dia da greve, que levou à paralisação de todos os hospitais públicos no enclave, os técnicos de saúde vestiram-se de preto para manifestarem o seu descontentamento pela não resolução dos problemas constantes no seu caderno reivindicativo.

O ponto de concentração de centenas de técnicos foi o Hospital Provincial de Cabinda,a maior unidade hospitalar de referência no enclave, onde os grevistas entoaram cânticos anti-governamentais e exibiram panfletos para exigirem o aumento salarial e a criação de melhores condições laborais.

Afirmam os trabalhadores em causa que a greve vai continuar até aos seus limites e que só vão recuar depois de satisfeitas as reivindicações apresentadas à entidade patronal.

O governo da província não deu,entretanto, sinais para um eventual diálogo com o sindicato, uma posição que só vai alastrar a greve para mais dias.

O secretário sindical para Saúde considera esta postura governamental como inapropriada para esta situação e exige,em nome do colectivo de trabalhadores, a exoneração do Director Provincial da Saúde, Carlos Zeca.

A sua decisão baseia-se na manifesta falta de consideração, desrespeito face às reclamações dos trabalhadores.Esta é, para já, segundo o sindicalista, o ponto de partida para se falar em negociações.

As consequências começaram a fazer-se sentir.A população está a recorrer às unidades sanitárias privadas, muitas delas sem reunirem os mínimos requisitos para o exercício da actividade médica.Muitos pacientes correm o risco de verem a sua saúde a agravar-se a cada dia que passa.

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