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Brasil: Mudança na investigação de violação colectiva de adolescente

  • Bárbara Ferreira Santos

Manifestação contra violações e violência no Rio de Janeiro.

Manifestação contra violações e violência no Rio de Janeiro.

A polícia brasileira disse que a investigação da violação colectiva de uma adolescente de 16 anos vai ser feita a partir de agora pela Delegacia da Criança e do Adolescente.

O crime aconteceu há uma semana, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A decisão foi tomada depois de críticas feitas pela advogada da vítima em relação à conduta do delegado Alessandro Thiers, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.

Ele fazia as investigações desde que o caso veio à tona depois da publicação de um vídeo na internet feito logo após a violência sexual.

A advogada Eloísa Samy, que defendia a vítima até o fim de semana, afirmou que o delegado não tem preparação para investigar o estupro.

Segundo ela, o delegado estaria ainda criminalizando e culpando a vítima.

Samy chegou a afirmar que o delegado teria feito perguntas impróprias para o caso, o que fez a vítima chorar e até pedir para parar o depoimento.

O pedido de divisão da investigação também foi endossado pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

Agora, a delegada-titular Cristiana Bento, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, é quem vai comandar a investigação do caso.

Já o delegado Alessandro Thiers cuidará das investigações relacionadas ao vazamento do vídeo divulgado na internet.

Até a noite de domingo a Policia Civil do Rio de Janeiro ainda não havia solicitado a prisão de nenhum dos quatro homens suspeitos de terem participado do estupro ou investigados pela divulgação das imagens.

De acordo com o chefe da corporação, Fernando Veloso, os delegados ainda procuravam evidências que fortalecessem o pedido de prisão temporária dos suspeitos.

Na noite de domingo, a advogada Eloísa Samy afirmou que não fará mais a defesa da vítima, a pedido da família da jovem.

A menina de 16 anos está agora sob assistência do estado pela secretaria de Direitos Humanos e Assistência Social e entrou no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAA).

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