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Brasil: Últimas sondagens dão vantagem a Dilma

  • Maria Cláudia Santos

Marina Silva do PSB e Dilma Roussef actual Presidente do Brasil

Marina Silva do PSB e Dilma Roussef actual Presidente do Brasil

Segundo uma sondagem do instituto Datafolha, agora Dilma Rousseff aparece à frente de Marina com sete pontos de vantagem.

A Presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição no Brasil, fortaleceu-se na corrida eleitoral, nos últimos dias. É o que indica a sondagem de intenções de votos para presidente divulgada hoje, 19. Como especialistas já antecipavam, o desempenho da candidata Maria Silva (PSB) apresenta desgaste, enquanto o do candidato Aécio Neves (PSDB) melhora.

De acordo o levantamento do instituto Datafolha, agora Dilma Rousseff aparece à frente de Marina no primeiro turno com uma diferença mais consistente, sete pontos. Dilma tem, pelas sondagens, 37% das intenções de votos contra 30% de Marina Silva. Aécio Neves que tinha 15% passou para 17% nas pesquisas.

No primeiro turno, que será no dia 5 de Outubro, a realidade de empate técnico entre as duas candidatas teria ficado para trás. Já nas simulações de um possível segundo turno, o cenário ainda é possível, mas com Marina Silva tendo uma vantagem menor que antes.

Para analistas, o maior sinalizador da tendência de queda de Marina é o aumento da rejeição à candidata. Pela primeira vez, de acordo com pesquisas, a taxa dos que dizem que não votariam nela de jeito nenhum é de 22%.

Uma das hipóteses para a diminuição de intenção de votos dos brasileiros na candidata do PSB é o distanciamento do impacto gerado pela morte do presidenciável de quem ela era vice, Eduardo Campos. Agora, mais longe do apelo emocional do facto, os eleitores estariam repensando a escolha.

"Não acredito numa eleição facturada no primeiro turno"

O cientista político Eduardo Martins lembra que novos factos começam a pesar agora, alterando as pesquisas. “Pesquisa é um retrato em um dado momento. A pergunta que se faz é, se a eleição fosse hoje, em quem você votaria, mas a eleição não é hoje. Houve um facto político muito marcante, a morte do então candidato Eduardo Campos. Esse facto carreou força para o PSB e para aquela que veio a substituir Eduardo Campos na chapa. Eu acho que durante alguns dias, a Marina conseguiu, em várias pesquisas, manter uma tendência de subida ou estabilização em patamar alto, acima de 30%. Mas, há novos factos políticos e o governo, também, começa a fazer inserção maior, do ponto de vista da sua visibilidade”.

Eduardo Martins acredita, no entanto, que as tendências vistas hoje, podem mudar a qualquer momento. “É uma realidade muito dinâmica. Eu não diria que há uma estagnação nesse resultado. A gente vê algumas situações de alterações nas disputadas dos governos dos Estados, a gente vê que as duas candidatas à frente, Marina e Dilma, estão muito próximas. Qualquer mobilidade dos indecisos ou um facto político marcante, que coloque um candidato melhor que o outro, em uma semana faz diferença”.

Para o analista, o único facto que parece certo na corrida presidencial no Brasil é um segundo turno. “Eu não acredito que a gente tenha uma eleição facturada no primeiro turno. Todos os dados até agora indicam que haverá um segundo turno. Ninguém está descolado dos demais candidatos. Acredito que pode haver mudanças no processo. Ainda é uma disputa muito a par e passo. É difícil arriscar resultados ou dizer que basta projectar os resultados para vinte dias que você terá o resultado das eleições,” conclui.

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