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Formalizado afastamento do presidente da Câmara dos Deputados do Brasil

  • Patrick Vaz

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha

No Brasil o ex-presidente da Câmara dos Deputados no Brasil, Eduardo Cunha, teve o seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar nessa segunda-feira, 12.

Cunha é acusado de ter mentido em depoimento à CPI da Petrobras, em março de 2015, ao negar ter dinheiro fora do Brasil.

Para quem era considerado o político mais influente do país, com o andamento das investigações Cunha viu os seus aliados afastarem-se e teve a sua cassação aprovada por 450 votos a favor e dez contra.

Ele ficará inelegível por oito anos a partir do fim do mandato, proibido de disputar eleições até o ano 2026.

Eduardo Cunha também perdeu o foro privilegiado, o direito de ser processado e julgado apenas no Supremo Tribunal Federal.

Com isso, os inquéritos e acções que responde na Operação Lava Jato seguirão para a primeira instância da Justiça Federal. Se condenado pela justiça brasileira, poderá ser preso.

Opositores ao peemedebista comemoram a derrota de Cunha. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), disse que este é um pequeno, mas importante passo para o fim da corrupção.

"Um pequeno passo para o fim da política de negócios. Pequeno e importante passo para o fim do clientelismo, do fisiologismo, pequeno passo contra a politicagem que explora a boa fé do povo, através de discursos pseudo-religiosos. Pequeno, mas importante passo para o fim da corrupção. O Brasil fica melhor sem o Eduardo Cunha na vida pública", disse.

Ao término da sessão, Eduardo Cunha conversou com os jornalistas e disse que não teme o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações na Lava Jato.

Ele também disse que não fará delação premiada, porque não considera criminoso, mas vai escrever um livro apresentando todos os bastidores da política brasileira.

"O governo é culpado quando fez o patrocínio da candidatura de Rodrigo Maia, porque quem elegeu o presidente da Câmara foi o governo. Quem derrotou o candidato Rogério Rosso foi o governo. Eu vou escrever um livro do impeachment. Eu vou contar, obviamente, tudo o que aconteceu no impeachment. Diálogos com todos os personagens que participaram de diálogos comigo em relação ao impeachment. Esses serão tornados públicos em toda a sua integralidade. Todos, todos, todos. Todo mundo que conversou comigo", disse.

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