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Situação politica ao rubro no Brasil

  • Patrick Vaz

A crise política no Brasil atinge um dos níveis mais críticos com a saída do PMDB da base aliada do Governo Dilma Rousseff.

Com pouco apoio no Congresso Nacional, a Presidência da República agora deve distribuir centenas de cargos, que eram do PMDB, para outros partidos, na tentativa de barrar o processo de impedimento. Para o Cientista Político Paulo Diniz essa estratégia pode até dar certo, mas talvez não seja tão válido para aqueles que vão ser convidados para comporem a base governista.

“Pode funcionar faz todo sentido. Prefiro me colocar no lugar de uma dessas lideranças que vai receber essa oferta. Eles têm que analisar o quanto vale isso, pois estamos próximos da eleição municipal que é sim uma base para a eleição presidencial em 2018. Vale a pena ganhar agora fazendo parte do governo e se arriscar no processo eleitoral futuramente, uma vez que a imagem do PT está muito desgastada. Então esses parlamentarem devem escolher o que é melhor para eles, pois chegar ao governo hoje significa que vai sofrer um desgaste também por causa das atuais circunstâncias. Acho que essa segunda hipótese vai pesar mais”, disse.

Com esse rompimento do PMDB e com a possível saída de outros partidos da base governista o andamento do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff pode ser acelerado?

“Pelo que escutei de algumas lideranças recentemente parece que eles estão prevendo essa votação na Câmara dos Deputados para o mês de Abril. Não sei se acelerou o processo em termos de tempo, mas certamente deixou as cartas na mesa. A partir do afastamento da Presidente teremos um período de seis meses para ser dado um parecer final, portanto isso pode durar até o fim do ano. Mas estamos no escuro em termos de afirmativas, pois quando Fernando Collor de Melo foi afastado da Presidência da República em 1992 ele renunciou ao cargo antes mesmo do processo ser finalizado”, ressaltou o Cientista Político.

O que acontece se Michel Temer também for cassado? Nos bastidores, comenta-se até em uma possível renúncia de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, no acordão entre PMDB e outros partidos. Este cargo de presidente da Câmara dos Deputados pode estar valendo muito, pois o novo titular pode até mesmo virar o Presidente da República?

“No momento em que estamos temos muitas possibilidades. Esse processo que corre contra o Michel Temer e Dilma Rousseff não tem um prazo muito certo para acontecer. Acho um pouco complicado a gente ir imaginando isso, porque pode até depender do que vai ocorrer no processo de impeachment. Mas faz sentido sim tudo isso que você disse. Eduardo Cunha pode ser afastado antes da saída da Presidente. São muitas variáveis ao mesmo tempo, prefiro não traçar um panorama em cima disso”, ponderou.

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