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Desemprego e desigualdade crescem no Brasil com política de austeridade

  • Patrick Vaz

O Brasil é considerado um dos países que mais têm trabalhado para reduzir a desigualdade social, principalmente nos últimos anos, mas o país começa a caminhar no sentido contrário.

A política de austeridade, de cortes de investimentos em importantes áreas sociais e a elevação dos juros já começaram a gerar perdas para a população, como a redução de postos de trabalhos e a queda no consumo das famílias.

O Cientista Político Rudá Ricci acredita que essa medida do Governo brasileiro não pode ser relacionada à economia brasileira, pois no último ano antes mesmo dessa decisão ser tomada pelo Executivo não existia um alerta de crise. Ele destaca que a tendência é aumentar ainda mais o número de desempregrados.

“A crise que estamos vivendo, a recessão de 3% neste ano e a projeção de 2% de recessão no ano que vem, é provocada pela política e não pela economia. Nós já temos uma escalada de desemprego e uma queda de consumo muito acentuada conforme dados oficiais. Estamos caminhando para atingir 10% de desemprego ano que vem e hoje já estamos próximos dos 8 por cento", disse.

Rudá Ricci também enfatiza que as classes sociais mais pobres no Brasil, que vinham sendo mais auxiliadas pelo Governo do PT, são hoje as que mais vêm sofrendo com essa atual política.

“Temos uma desvalorização acentuada do real, o que significa que os produtos ficam mais caros e tivemos por outro lado um aumento da taxa de juros no país. Essa combinação tem a ver com a necessidade de aumentar a exportação na visão do governo e ao mesmo tempo enxugar o dinheiro, enxugar a liquidez da economia. Ora, os setores que não têm recursos para investir em ações ou títulos que estão supercapitalizados porque a taxa de juros é alta são justamente os mais pobre", explica.

O cientista político entende que o Governo Dilma teria que mudar sensivelmente sua relação com o Congresso para conseguir reverter essa situação prejudicial aos brasileiros.

“Para ela se manter precisa do Congresso Brasileiro, que é muito conservador. A presidente não tem como voltar atrás. O que ela poderia fazer para conseguir recursos e não penalizar as classes mais populares, base do eleitorado lulista, seria ter uma política muito agressiva, de combate à sonegação fiscal. Segundo o Banco Mundial, 13,6% do PIB brasileiro é a soma do dinheiro sonegado pelos ricos e pelas grandes empresas. O Brasil sempre tem esse jeitimho político em função do financiamento e uma promiscuidade muito grande dos partidos com os grandes grupos econômicos”, concluiu.

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