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Braço de ferro entre professores do ensino superior e o ministério

  • Manuel José

Universidade Agostinho Neto - Luanda, Angola

Universidade Agostinho Neto - Luanda, Angola

"O governo deverá melhorar as condições de trabalho e o salário porque nada cai do céu".

O Sindicato dos professores adverte que assim que retomar as aulas na Universidade pública a greve poderá ser uma realidade.

Já lá vão seis meses desde que a greve dos professores do ensino superior público foi suspensa, os pontos constantes do caderno reivindicativo continuam à espera de solução.
Entre os pontos constam dois importantes: A melhoria dos salários dos professores e das condições de trabalho. Um terceiro ponto que os professores pretendem ver resolvido é o referente à retirada de todos os subsídios dos professores que de alguma maneira ajudava a melhorar os salários.

O secretário-geral do SINPES (Sindicato dos Professores do Ensino Superior) Peres Alberto adverte a entidade patronal a primar pela melhoria das condições salariais e de trabalho antes das férias terminarem.

"O governo deverá melhorar as condições de trabalho e o salário porque nada cai do céu".

O coordenador do SINPES da zona universitária Luanda Bengo, Carlinhos Zassala avisa que se a entidade patronal continuar a ignorar as reivindicações dos professores, a greve poderá ser retomada.

"Estamos à espera da retomada das aulas no mês de Junho para nós podermos actuar de novo".

Até agora, passados seis meses, a entidade patronal tem ignorado o caderno reivindicativo.

"O ministério do Ensino Superior não mostra nenhum sinal positivo quanto à parceria com o SINPES".

Para Zassala esta postura do ministério do ensino superior só vai agravar a qualidade do ensino na universidade pública.

"Um professor que perde todos os subsídios que tinha direito no decreto do sistema remuneratório, cortam os subsídios todos, quando os professores reivindicam a entidade patronal nem sequer explica os motivos, isto desmotiva os professores e afecta a qualidade do ensino superior".

De lembrar que neste momento observa-se um interregno de um mês por causa da realização do censo geral da população.
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