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Bloco Democrático exige verdade sobre manifestantes desaparecidos


Correspondente da VOA (2º à direita) com a família de Alves Kamulingue, incluindo o seu primo, a sua mãe, a esposa, Elisa, o filho de 2 anos, e Tetê, esposa de Isaías Cassule.

Correspondente da VOA (2º à direita) com a família de Alves Kamulingue, incluindo o seu primo, a sua mãe, a esposa, Elisa, o filho de 2 anos, e Tetê, esposa de Isaías Cassule.

Alves Kamulingue e Isaías Cassule desapareceram durante manifestação que desfilava para o palácio presidencial em Luanda

Cresce o coro de exigências para a divulgação do paradeiro de jovens manifestantes desaparecidos em Angola.

O Bloco Democrático de Angola exigiu às autoridades "com a maior brevidade possível. o total esclarecimento sobre o paradeiro de Alves Kamulingue e Isaías Cassule", desaparecidos há 11 dias em Luanda.

"Caso contrário" lê-se num comunicado, o Bloco "desencadeará acções públicas de repúdio e levará o caso às instâncias judiciais locais e internacionais".

Alves Kamulingue e Isaías Cassule desapareceram no último fim-de-semana de Maio, quando tentavam liderar um desfile reivindicativo até ao palácio presidencial em Luanda.

As famílias nunca mais tiveram notícias deles. O último contacto de Kamulingue com um familiar foi um telefonema em que disse estar em dificuldades. Pouco tempo depois, o seu telemóvel foi desligado.

O comunicado do secretário-geral, Filomeno Vieira Lopes, nota que "o seu paradeiro é até agora desconhecido, correndo rumores de que terão sido “executados por ordens superiores”. A ser assim, estamos perante um facto que é extremamente grave, em flagrante violação à Constituição angolana e às demais leis em matéria penal"

Depois de dizer que "deplora todas as práticas que visem cercear os direitos dos cidadãos" aquela organização política lamenta "o clima de intimidação que se está a instalar no seio da população" e exige das autoridades informação sobre o paradeiro dos jovens desaparecidos.

Apela, também, a José Eduardo dos Santos para que torne realidade o seu desejo de que as "futuras eleições gerais em Angola decorram num ambiente de paz e liberdade."

Terça-feira, a UNITA fez a mesma exigência. O presidente deste partido, Isaías Samakuva, lembrou que “as famílias não sabem do seu paradeiro e o Governo não se dignou até aqui em investigar nem fornecer quaisquer explicações sobre este insólito acontecimento. Sendo a segurança das pessoas responsabilidade do Executivo, não se compreende a sua atitude: das três, uma: ou para o Executivo a vida de um angolano não vale nada; ou o Executivo é incompetente, não consegue garantir a segurança das pessoas; ou então é conivente. E a esse respeito, a UNITA exige que este caso seja esclarecido e que o Executivo assegure de facto as condições de liberdade necessárias para a relalização de eleições democráticas", concluiu Samakuva.

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