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Black Friday: uma tradição com muito comércio

  • Alvaro Ludgero Andrade

Black Friday

Black Friday

Nos últimos anos, a necessidade de mais tempo de compra e de maior facturação deu origem ao já se começa a apelidar de “Black Thursday”.

Várias são as versões existentes sobre a origem da chamada “Black Friday”, ou seja sexta-feira negra nos Estados Unidos.


Uma delas diz que o termo “Black Friday” originou-se no estado americano da Filadélfia, na década de 1960, e, na época, era utilizado para se referir ao pesado trânsito de veículos e pedestres que tomavam conta das ruas na sexta-feira seguinte ao feriado de Thanksgiving, que se assinala hoje.

Outra versão revela que “Black Friday” se referia aos lucros obtidos pelo comércio no período que começa a seguir ao Thanksgiving e vai até ao Natal. Até então os negócios estavam no vermelho e a partir desse dia começavam a subir para marcadores pretos, ou seja positivos.

Seja qual for a origem, é o dia de maior volume de vendas nos Estados Unidos e o comércio oferece os maiores descontos, que podem atingir até 80 por cento dos preços originais. O comércio a retalho ganha do “Black Friday” ao Natal entre 20 e 40 por cento das suas vendas anuais.

Nas semanas anteriores, a televisão e os jornais são invadidos por publicidade.
Até há alguns anos, as lojas abriam às seis da manhã, mas as longas filhas começavam a formar-se a partir das três ou quatro da madrugada. Na abertura das lojas assistia-se quase a uma batalha campal.

Nos últimos anos, a necessidade de mais tempo de compra e de maior facturação, principalmente depois da crise que afecta a economia americana, surgiu também o que já se começa a apelidar de “Black Thursday”.

As lojas passaram a abrir às 18 ou 20 horas de quinta-feira, do dia de acções de graças, e ficam abertas por mais de 24 horas, numa maratona de doidos, tanto para vendedores como para compradores.

Para este ano, a NFR, a Federação Nacional de Comércio a Retalho, estima um volume de negócios de 602 bilhões de dólares, o que significa um aumento de 3,9 por cento em relação a 2012. Esta previsão, no entanto, pode falhar como aconteceu no ano passado.

A NFR admite ainda que cada comprador pretende gastar 737 dólares e 95 centavos, cerca de 18 dólares a menos que no ano passado, mas o comércio acredita num maior número de clientes. Para enfrentar a demanda, estima-se que terão sido contratados entre 720,000 e 780,000 novos trabalhadores a prazo.

A corrida ao lucro na época das TIC, tecnologia de informação e comunicação, levou o comércio a recorrer às redes sociais, através das quais não só faz negócios como promove os produtos para esse dia.

Segundo estimativas smartphones, tablets e acessórios, juntamente com jóias, constituem os produtos mais procurados e vendidos.

Esta tradição do comércio americano já chegou a outros países.

No Brasil lojas de todo o país prometem vender roupas, móveis, electrónicos, brinquedos, artigos de decoração e até imóveis com descontos que podem chegar a 80%.

No dia em que os descontos são loucos, o “Black Friday” chega amanhã a Portugal com poucas lojas a aderir. Também aqui as redes sociais marcam pontos e os produtos electrónicos ganham espaço.

Especialistas em economia são muito cautelosos a prognosticar ganhos, seja nos Estados Unidos, Brasil, Portugal ou Reino Unido, onde também a sexta de amanhã é negra.

É que a crise financeira ainda se faz sentir nos bolsos das famílias.
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