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Embaixador americano em Bissau: "Há líderes militares e civis envolvidos no tráfico de drogas"

  • Lassana Casamá

Estados Unidos apelam aos líderes guineenses a demonstrarem os seus compromissos em defenderem as obrigações e ideais internacionais.

O embaixador dos Estados Unidos para Guiné-Bissau e Senegal afirmou que existem provas do continuo envolvimento de alguns lideres civis e militares no trafico de drogas.

Lewis Lukens falava hoje em conferência de imprensa no termo de visita de algumas horas a Bissau, durante a qual, esteve reunido com o presidente da república, Manuel Serifo Nhamadjo e membros do parlamento guineense.

Com uma visão sobre o decurso do período de transição política, o diplomata americano encorajou a CPLP e a União Europeia, em colaboração com as Nações Unidas e a União Africana, a apoiar o processo transitório em curso liderado pela CEDEAO e ressalvou que não existe solução militar para a Guiné-Bissau.

Os Estados Unidos aguardam de momento os planos para a organização de eleições presidenciais e legislativas livres, justas e transparentes, de acordo com a legislação nacional e as normas internacionais. Um assunto que, segundo Lukens, foi tema de abordagem com o presidente Nhamadjo, tendo na ocasião pedido ao chefe de estado guineense, a fixação de uma data para o escrutínio.

A preocupação de Washington assenta também nos «relatos de violações de direitos humanos na Guiné-Bissau» e a propósito, os Estados Unidos apelam «aos líderes guineenses a demonstrarem os seus compromissos de defender as obrigações e ideais internacionais, de implementar a justiça e faze-la com base no respeito pelos direitos humanos de todos», rematou o embaixador americano para a Guiné-Bissau e Senegal.

Começaram entretanto hoje os contactos das várias delegações internacionais com as autoridades guineenses. O primeiro encontro foi com o ministro dos negócios estrangeiros e da cooperação internacional, Faustino Imbali.

Na ocasião, o director do departamento da União Africana para paz e segurança, El Ghassim Wane, lembrou que o objectivo das organizações aqui representadas visa auscultar, constatar e avaliar a real situação por que passa a Guiné-Bissau. Dai que estão previstos vários encontros, nomeadamente com os responsáveis governamentais, da sociedade civil e dos partidos políticos.

O chefe da missão conjunta da União Africana, das Nações Unidas, da CEDEAO, CPLP e da União Europeia, falava à imprensa à saída do encontro no palácio do governo com o ministro dos negócios estrangeiros guineense. Ainda para hoje, a missão tem encontros agendados com os partidos políticos, legalmente constituídos, líderes religiosos e representantes do poder tradicional, meios de informação públicos e privados, ordem de advogados e os bancos privados sedeados em Bissau. Os contactos terminam na quinta-feira, devendo a delegação partir na sexta-feira.

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