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Bissau: O debate da transição política

  • Lassana Casamá

Edifício da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

Edifício da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

O cenário vigente aponta para uma reconfiguração do executivo

O Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamadjo, volta a reunir-se hoje com actores políticos e militares, isto numa altura em que acentuou-se o debate em torno do actual contexto do período de transição em curso.

Foi a segunda reunião no espaço de três dias, juntando, na mesma sala, o Presidente da República, membros do Governo, do Parlamento, Militares e Partidos Políticos.


O encontro ocorreu a porta fechada, tanto assim que não foi possível descortinar a pauta e o conteúdo geral, sobre qual decorreram os trabalhos.

Mas fontes concordantes disseram a Voz de América que estas reuniões estão a ser dominadas pelas discussões e reflexões sobre o novo contexto político de transição, decorrente da assinatura de adenda ao pacto de transição e o acordo político, instrumentos que politicamente sustenta o actual poder transitório.

O cenário vigente aponta para uma reconfiguração do executivo, envolvendo o PAIGC, Aliança Democrática, Partido Nova Democracia e o Centro Democrático, partidos que recentemente assinaram o aludido documento, além da Sociedade Civil guineense.

O acto, em si, representa o primeiro passo para responder a uma das exigências da Comunidade Internacional, que vai no sentido de um Governo de inclusão.

Uma possibilidade que deverá exigir muita flexibilidade, porquanto algumas formações políticas que fazem parte deste executivo, não obstante sem expressão, segundo analistas políticos, vão fazer finca-pé para permanecer no Governo, facto que poderá resultar-se na composição de um governo com maior número de titulares.

Ainda sobre estas reuniões, informações apontam que em cima da mesa estão também o novo calendário sobre o período de transição, para o qual, as propostas apontam para 18 meses com a realização de eleições gerais.

O cenário perspectiva etapas complicadas e exige dos actores políticos e militares guineenses maior sensatez para encontrar consensos, se bem que o próprio tecido social já está a revelar alguma instabilidade, em consequência de claros sinais de incoerência no aparelho da administração pública nacional, isto perante há vários e eminentes casos de corrupção.
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