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Bissau: Golpistas avaliaram período de transição

  • Lassana Casamá

Soldado bissau-guineense de guarda, no quartel-general de Bissau (Arquivo)

Soldado bissau-guineense de guarda, no quartel-general de Bissau (Arquivo)

Momento difícil no período de transição, nomeadamente na gestão dos assuntos internos do país, e unificação de opiniões com toda a comunidade internacional

Na mesma sala, a da Presidência da República, juntaram-se militares, incluindo o Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, e todos os partidos políticos signatários da Carta de Transição Política, o qual serviu de base para a constituição do actual Governo, saído de Golpe de Estado de 12 de Abril passado.

Esta reunião convocada pelo Presidente da República, Manuel Serifo Nhamadjo, permitiu avaliar o período de transição em curso, assim como reflectir sobre as perspectivas políticas que envolvem o presente contexto transitório.


Coincidência ou não, o encontro de Serifo Nhamadjo com os partidos políticos e militares, segue-se a outros que manteve nos últimos dias com chefias das Forcas Armadas, que também, conforme informações disponíveis, têm-se reunido frequentemente, sob a presidência do Chefe de Estado-maior General das Forcas Armadas, António Indjai.

E, por outro lado, acontece num contexto em que se fala muito das possíveis engenharias políticas, com vista a um novo figurino do Governo, através de uma eventual inclusão do PAIGC no executivo. PAIGC que detêm, aliás, a maioria no parlamento e consequentemente, em função da sua conveniência, bloqueou os trabalhos no hemiciclo, deixando o Governo descalço, ou seja, sem programa e nem orçamento.

Mas, mesmo assim, há quem considera que a transição pode chegar a outra margem do rio, sem o PAIGC a bordo. Fernando Vaz é Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Porta-voz do Governo e da Oposição Democrática.

Fernando Vaz, Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Porta-voz do Governo, à saída da reunião com Manuel Serifo Nhamadjo, que ouviu dos actores políticos e militares sobre o difícil momento que o período de transição enfrenta, nomeadamente na gestão dos assuntos internos do país, unificação de opiniões com toda a comunidade internacional, isto na perspectiva da pressão de alguns países que, para já, qualificam esta transição como uma clara miragem política.

Basta frisar que as eleições previstas para daqui a sete meses, marcando o fim do período de transição, estas, correm sérios riscos de não se realizar.

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