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Muçulmanos exigem desculpas ao governo moçambicano


Muçulmanos orando numa mesquita

Muçulmanos orando numa mesquita

Os muçulmanos exigem ao governo para autorizar o uso do véu islâmico nas instituições públicas e privadas de forma sistemática e permanente

A Comissão dos Álimos (Teólogos) ao nível da província de Nampula diz ter remetido uma carta ao Conselho de Ministros, com o conhecimento do partido Frelimo, através da qual exige ao governo moçambicano “o pedido de desculpas a todos os muçulmanos do Rovuma ao Maputo”, por aquilo que considera de “ofensa e discriminação” àquela congregarão religiosa.

Em carta datada de 11 de Agosto em curso, assinada pelo presidente da Comissão, Sheikh, Isamel Abudo, os muçulmanos exigem ao governo, no sentido de autorizar o uso do véu islâmico nas instituições públicas e privadas de forma sistemática e permanente, bem como autorização das mulheres muçulmanas para o uso do véu nas imagens fotográficas em todos documentos de identificação civil, nomeadamente Bilhetes de Identificação, Passaportes, Cartas de Condição e Cartão de Eleitor.

A exigência surge na sequência de duas circulares emitidas pelo governo, através do Ministério de Educação que, com teores praticamente contraditórias, estabelece regras de uso de véu nas instituições de ensino públicas e privadas.

A primeira circular, com o número 1387/2012, de 31 de Julho, o Vice Ministro da Educação, Arlindo Chilundo, ordena a proibição do uso de lenço pelas alunas muçulmanas no período do Ramadão, salvo com uma autorização do director da Escola.

Já no passado dia 10 de Agosto, o titular da pasta de Educação, Zeferino Alexandre Martins, emitiu outra circular, numero 06/GM/MINED/2012, autorizando o uso do véu nas escolas, neste período de Ramadão, incluindo a revogação da Circular 1387/2012, de 31 de Julho.

Entretanto, para mostrar o seu total desagrado, o Conselho Islâmico de Moçambique, na pessoa do seu representante em Nampula, Sheik Abdul Litifo convocou esta quinta-feira uma conferência de imprensa para anunciar uma eventual manifestação, originada de revolta popular.

Para aquele dirigente religioso as decisões do governo contra os muçulmanos violam os principias fundamentais e os direitos humanos.
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