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CEDEAO alarga período de transição na Guiné-Bissau

  • Redacção VOA

Presidentes Alassane Ouattara da Costa do Marfim (à esquerda) e Dioncounda Traoré do Mali (à direita)

Presidentes Alassane Ouattara da Costa do Marfim (à esquerda) e Dioncounda Traoré do Mali (à direita)

Presidente Serifo Nhamadjo foi mandatado para assumir as negociações de transição com o parlamento assim como definir com os demais actores políticos a data das eleições

A CEDEAO – Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental alargou o período de transição na Guiné-Bissau para até 31 de Dezembro, e pediu ao presidente Serifo Nhmadjo para negociar o processo com Assembleia Nacional.

Os chefes de Estados e Governos da África do Oeste que concluíram ontem uma cimeira de dois dias em Yamoussoukro mandataram a comissão da CEDEAO endossaram a proposta da transformação da Missão de Apoio ao Mali – MISMA - em força de manutenção paz das Nações Unidas.

No final da cimeira de dois dias na Costa do Marfim, os líderes da CEDEAO reafirmaram o seu engajamento e confiança na transição política na Guiné-Bissau.
Os presidentes e chefes de governos da região saudaram a assinatura do Pacto de Transição entre os maiores partidos políticos guineenses, assim como o consenso nacional em torno da criação de um processo político inclusivo.

Quanto as eleições a CEDEAO decidiu estender o prazo do período de transição para até 31 de Dezembro. Um tempo considerado de suficiente para entre outros definir uma data para a ida as urnas. Isso mesmo confirmou o presidente guineense, Manuel Serifo Nhamadjo na sua chegada a Bissau ontem a noite.

“Há uma data indicativa que é até ao final deste ano, para a criação de condições para as eleições. É uma data indicativa porque não se podia também falar sem ter uma data indicativa, mas condicionada com a agenda interna. Por isso os guineenses têm que ser co-responsabilizados a apresentar uma data realista não muito asfixiante e não muito dilatada.”

No que toca o Mali, a cimeira da CEDEAO saudou a acção das tropas francesas e malianas nas operações contra os radicais islâmicos. A organização regional realçou também o papel do Chade no envio de duas mil tropas que asseguram a segurança no extremo norte do país.

Os líderes africanos condenaram a propósito os ataques suicidas com bombas por parte de grupos terroristas no norte do Mali.

A transformação da MISMA – Missão de Apoio ao Mali – em força de paz sob a égide das Nações Unidas, foi atribuída como tarefa da Comissão da CEDEAO que deverá contactar a Comissão Africana com vista a responder a solicitação da ONU.

Os Chefes de Estados e Governos da CEDEAO subescreveram a nota da proposta das autoridades malianas em realizar eleições presidenciais e legislativas a 31 de Julho deste assim, assim como aceitaram a extensão do mandato dos órgãos de transição em coordenação com o parecer do Tribunal Constitucional.
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