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Naufrágio na Guiné-Bissau faz dezenas de mortos

  • Lassana Casamá

Hospital Simão Mendes, em Bissau, para onde foram levados os mortos e os feridos (foto de arquivo)

Hospital Simão Mendes, em Bissau, para onde foram levados os mortos e os feridos (foto de arquivo)

Informações preliminares apontam que as causas do acidente estão ligadas à superlotação e consequente rombo registado na canoa durante a navegação.

Na Guiné-Bissau o naufrágio de uma embarcação que fazia a ligação Boloma-Bissau saldou-se pela morte de 23 pessoas e pelo desaparecimento de dezenas de outras.


Este é o balanço preliminar - de sexta-feira à noite - do naufrágio de uma piroga de transporte marítimo que fazia a ligação hoje entre a cidade de Boloma, no sul do país, e a capital Bissau.

Ainda não há dados conclusivos sobre o número exacto das vítimas porquanto continuam as operações de busca. Informações apontam que as causas do acidente estão ligadas à superlotação e consequente rombo registado na canoa durante a navegação.

Este é o segundo acidente no espaço de dois anos com um registo de vítimas muito elevado, isto em consequência da insuficiência de navios de transporte para passageiros.

Aliás, a Guiné-Bissau dispõe apenas de três barcos que fazem a ligação entre o continente e as ilhas. Neste momento, só dois navios é que estão a operar devido a avaria de um deles.

Um sobrevivente, que a família pediu para não ser identificado, disse a que a piroga, com capacidade para transportar entre 100 a 120 pessoas, afundou-se porque começou a meter água e os passageiros atiraram-se ao mar. Indicaram que o acidente ocorreu "quase a chegar a Bissau, ao largo de ilha de Arca".

Os mortos e feridos estão a ser levados para o Hospital Simão Mendes, na capital guineense.

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