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EUA exortam à deposição das armas, libertação imediata dos líderes governamentais e restauração da liderança civil legítima

Este é um editorial da VOA, reflectindo o ponto de vista do governo dos Estados Unidos.

A situação política na Guiné-Bissau, já grave com a morte do seu presidente e com a renhida primeira volta das eleições para escolher o seu sucessor, foi agravada depois da junta militar ter suspendido a Constituição desta nação Oeste africana, dissolvendo o Parlamento e fechando as suas fronteiras. Os Estados Unidos condenam energicamente este esforço para minar a legítima liderança civil e o primado da lei.

A pressão internacional está a aumentar para que haja um regresso à ordem constitucional, com representantes da CEDEAO mantendo conversações diárias com representantes dos líderes da Junta, os quais afirmam que actuaram para evitar que nações estrangeiras interviessem na crise e “fizessem desaparecer” as forças militares da Guiné-Bissau.

A União Africana suspendeu o país de todas as actividades. O presidente interino, Raimundo Pereira, e o anterior primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior - o líder da primeira volta das eleições presidenciais – encontram-se sob custódia militar e o porta-voz da Junta afirma diz que esta quer encontrar “um novo acordo constitucional” para o país, em consulta com os partidos políticos da oposição. No seu todo, a situação não é clara.

Os EUA apoiam os esforços conjuntos levado a cabo pela CEDEAO e pela CPLP por forma a regressar-se, na Guiné-Bissau, a um regime legítimo, constitucional e aos princípios democráticos. Os EUA exortam todas as partes envolvidas na Guiné-Bissau a apoiarem aqueles esforços e a envolverem-se de uma forma construtiva.

À semelhança de outros na comunidade internacional, os EUA lamentam que elementos das Forças Armadas da Guiné-Bissau tenham escolhido perturbar o processo democrático, que já tinha sido posto em causa pelo apelo da oposição para boicotar a segunda volta das eleições, marcadas para o fim do mês.

Os EUA exortam todas as partes envolvidas a deporem as armas, a libertarem imediatamente os líderes governamentais e a restaurarem a liderança civil legítima. E iremos continuar a trabalhar com os nossos parceiros na região e para além dela, à medida que acompanhamos os desenvolvimentos no terreno.

Este foi um editorial da VOA, reflectindo o ponto de vista do governo dos EUA.

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