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Bispos angolanos condenam violência em Luanda e aceitam restrições na Ecclésia


Manifestante em Luanda, em 2011 (foto de arquivo)

Manifestante em Luanda, em 2011 (foto de arquivo)

Conferência Episcopal de Angola e São Tomé condena passividade da polícia face às agressões e repressão de manifestantes por civis

Os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), condenaram esta quarta-feira, em Luanda, a repressão das manifestações na capital angolana e em Benguela mas aceitam que há restrições na Rádio Eclésia.

A posição da Igreja Católica foi expressa pelo bispo emérito do Uíge, Francisco da Mata Mourisca, na conferência de imprensa para apresentação das conclusões da I Assembleia Plenária da CEAST, onde se condenou, expressamente, a passividade policial face às agressões de civis contra manifestantes

"É claro que não compete a civis fazer essa atitude (repressão dos manifestantes). Compete à autoridade legítima reprimir uma desordem, não aos cidadãos como tais. Isso foi errado. A autoridade da polícia é que devia intervir, com a moderação conveniente, não os civis", disse Francisco da Mata Mourisca.

Sobre as alegações de censura na emissora católica, incluindo a excisão de duas notícias do Magazine da Radio Diocesana de Benguela, o bispo de Cabinda, Filomeno Vieira Dias, disse que a Rádio Ecclésia tem uma linha editorial aprovada.

As notícias em causa consistiam em declarações de Nelson Pestana, do Bloco Democrático, segundo as quais José Eduardo do Santos exerce o poder sem legitimidade e afirmações do deputado da UNITA, Abílio Kamalata Numa, acusando o Governo de ter contratado mercenários para dispersarem pela força as manifestações de 10 de Março, em Luanda e Benguela.

O comunicado com as conclusões da reunião da CEAST não fez também qualquer menção a situação em Cabinda onde persiste um clima instabilidade militar. Dom Filomeno Vieira Dias, disse à Voz América não ter conhecimento de quaisquer situações alarmantes na região

Em carta pastoral, os participantes à Conferência episcopal, terminada esta quarta-feira, manifestaram o desejo de os cidadãos não se absterem de votar nas próximas eleições e que as mesmas decorram num clima de civismo. Os bispos da CEAST afirmam esperar por um processo eleitoral livre e transparente.

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