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Berlim: Manifestação de Angolanos que trabalharam na RDA

  • Manuel José

Marcha de protesto culminou defronte a embaixada de Angola em Berlim

A manifestação na Alemanha, de antigos trabalhadores angolanos na extinta RDA, obriga ao encerramento por dois dias da embaixada angolana em Berlim.

Cerca de 180 ex-trabalhadores angolanos na antiga Alemanha do Leste realizaram uma marcha de protesto que culminou defronte a embaixada de Angola em Berlim, para exigir do governo angolano o pagamento de seus salários que não são pagos há mais de 20 anos.

A manifestação aconteceu na última Quinta-feira, dia 8, em que os cerca de 180 ex-trabalhadores angolanos na antiga Alemanha comunista marcharam pelas ruas de Berlim e concentraram-se defronte a embaixada de Angola, para exigir ao Governo angolano que pague os seus salários transferidos para Angola há mais de 20 anos.
"Abaixo a corrupção, abaixo a corrupção, MAPTESS Governo: Queremos o nosso dinheiro".

Era essa a palavra de ordem dos antigos trabalhadores angolanos diante das instalações da embaixada angolana em Berlim. Miguel Kabango um dos organizadores da marcha avançou os detalhes da manifestação:

"Tivemos uma boa participação com cerca de 180 pessoas. As exigências são as mesmas, saímos às ruas para exigir que o Ministério do Trabalho pague definitivamente os valores que nos são devidos".

Os antigos trabalhadores angolanos na ex RDA prometem não ficar por aí, outras manifestações se seguirão.

"A próxima será no dia 6 de Junho em Frankfurt no consulado angolano e no dia 4 de Julho voltaremos às ruas de Berlim. Nós não vamos parar por aqui, se não houver nenhuma resposta do Governo angolano, vamos voltar as ruas desta feita em Frankfurt".

E caso não forem satisfeitas as suas reivindicações, os ex trabalhadores angolanos ameaçam manifestar-se a sede da União Europeia em Bruxelas.

"Nós estamos dispostos a manifestar na Bélgica atendendo que lá se encontra o centro geral da União Europeia e nós vamos até lá se for necessário".

De acordo o senhor Kumbico, outro membro da organização da manifestação, há alguns sinais que indicam algum desprezo pelas suas reivindicações.

"O senhor embaixador estava cá no acto central do 1º de Maio e disse que Angola não tem dinheiro para dar, se inclusive os antigos combatentes não receberam este dinheiro como é que nós vamos receber este dinheiro! Então isto indica que eles não querem ver isso, porque nós não queremos que o Governo nos dê o dinheiro deles mas sim o que é nosso que foi transferido, é o que nós queremos e com juros".

Segundo os manifestantes, a embaixada angolana em Berlim fechou as suas portas durante dois dias, Quinta e Sexta-feira.

“No dia da manifestação queríamos entregar as nossas exigências nas mãos dos representantes angolanos cá mas não foi possível porque a embaixada encerrou por dois dias, dia 8 e 9 de Maio".

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